expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

quarta-feira, março 12, 2014

La Isla Bajo el Mar, de Isabel Allende

Publico essa resenha logo enquanto piso em solo dominicano. Coincidência, sem dúvida. Daquelas boas! Estive enganchada com esse livro (que tem toda a sua primeira parte se passando na República Dominicana) de Isabel Allende por quase dois meses. É o primeiro que leio em 2014 e já desde as primeiras páginas sabia que não iria me arrepender. Isso porque Allende é uma tremenda contadora de histórias. Ela cria personagens como ninguém e em "La Isla Bajo el Mar" temos um desfile deles. Para todos os gostos! Tão gente como a gente que os amamos e odiamos a cada página, a cada reviravolta.

Mas vamos a história! La Isla Bajo el Mar conta a vida de Zarité, uma negra que se torna escrava desde os seus nove anos, quando é vendida a Toulouse Valmorain, francês que chegou à República Dominicana para ver o pai e acabou não retornando à França. Ele cuidou da fazenda da família com a ajuda de um capataz mão de ferro que cuidava de seus escravos e vivia em constante luta contra seu senso moral e a necessidade de fazer dinheiro.

Zarité se torna uma escrava doméstica, cuidava da esposa de Valmorain e mais tarde de seu filho Maurice. Como era comum naquela época, Zarité foi violada por seu senhor e teve uma filha, Rossette. Mas ela só conhece o amor nos braços de Gambo.

Enquanto tudo isso acontecia na fazenda, Santo Domingo pulsava e no final do século XVIII veio a revolução dos escravos. Os Valmorain tiveram que fugir para Cuba e depois para os Estados Unidos. A esta altura, Zarité seguia com a família que agora se resumia a Valmorain e Maurice, e teve que provar novamente seu valor, pois a nova terra trouxe novos desafios para ela.

Mas além dos personagens principais, o livro é rico em personagens secundários que dão mais cor e força à trama. Eles trazem uma riqueza importante, cada um contando um pedacinho do que era viver naquela época: um médico que possui uma família escondida, uma meretriz, um militar, um fanfarrão espanhol... Todos a sua maneira, enriquecem a narrativa.

Vale destacar que a narrativa intercalada. Além do narrador em terceira pessoa, vários capítulos são contados pela própria Zarité, o que nos traz sempre uma nova perspectiva sobre o que está se passando e especialmente como a nossa protagonista sentiu e viu as coisas acontecerem.

Outro ponto forte da trama é seu contexto histórico. A autora recria com tanto cuidado que não sei se estaríamos certos em classificarmos o livro como um romance histórico. Eu que nunca havia pensado e desconhecia totalmente  a história do Caribe, pude ir sabendo aos poucos das revoltas, do contexto da separação da República Dominicana e Haiti, da Revolução Haitiana, da emancipação dos escravos e até mesmo um pouco da vida em New Orleans, onde se passa a segunda parte do livro, e da realidade de Louisiana em relação à escravidão.

Como é normal na narrativa de Allende, estão presentes também doses de magia, vodu, crenças e, claro, seus espíritos.

O livro é extenso, mas vale a leitura. Allende mantém uma narrativa ágil e constante.


FICHA TÉCNICA
Formato: Edição Kindle
Tamanho do arquivo: 1005 KB
Número de páginas: 512 páginas
Editora: Leer-e / Palabras Mayores (15 de janeiro de 2014)
Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
Idioma: Espanhol
ASIN: B00EJRSF8E





Nenhum comentário:

Posts Relacionados

Blog Widget by LinkWithin