Se você quiser ver a bizarrice, conhecer as concorrentes ou mesmo votar, basta acessar.
- Daniel, lo que vas a ver hoy no se lo puedes contar a nadie - advirtió mi padre -. Ni a tu amigo Tomás. A nadie.
- ¿Ni siquiera a mamá? - inquirí yo, a media voz.
Mi padre suspiró, amparado en aquella sonrisa triste que le perseguía como una sombra por la vida.
- Claro que sí - respondió cabizbajo -. Con ella no tenemos secretos. A ella puedes contárselo todo."
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Trecho de La Sombra del Viento, de Carlos Ruiz Zafón.

Desde o finalzinho do ano passado estava com a idéia de criar um novo blog. Mas dessa vez, algo que fosse específico sobre comunicação. Afinal, havia estado todo o ano de 2008 fazendo um máster e focando meu estudo nas novas alternativas comunciativas que a web 2.0 estava trazendo para empresas e instituições. Quer dizer, passei todo o ano dizendo o quão importante eram esses novos instrumentos para as estrategias comunicativas das empresas e isso não poderia deixar de fazer parte da minha vida também como comunicadora, pois seria no mínimo incongruente comigo mesma.
Depois de tanto pensar no assunto e ir deixando pra amanhã, finalmente nessa semana resolvi fazer o primeiro post, depois o segundo, o terceiro e a verdade é que nesse momento estou completamente encantada com o novo blog e as suas possibilidades.
Não que eu não adore o Arredor de Mim. Meu Deus! Eu adoro isso aqui! Ele só terá um companheiro agora. Um amigo. Alguém com quem ele poderá conversar também. Só que de outros temas. Espero que o http://emanuelaribeiro.wordpress.com também possa conversar com vocês que visitam o Arredor de Mim.

Há quem pense, transpirando; eu, quando transpiro, não penso. Deixo essa função ao meu criado, que, do princípio ao fim do ano pensa sempre, embora seja o contrário do que me é agradável; por exemplo, escova-me o chapéu às avessas. Naturalmente, ralho.
— Mas, patrão, eu pensava...
— José Rodrigues, brado-lhe exasperado; deixa de pensar alguma vez na vida.
— Há de perdoar, mas o pensamento é influência que vem dos astros; ninguém pode ir contra eles.
— Ouço, calo-me e vou andando. Nos dias que correm, ter um criado que pense barato, é tão rara fruta, que não vale a pena discutir com ele a origem das idéias. Antes mudar de chapéu que de ordenado.
Machado de Assis (crônica publicada em "A Semana", em 24 de março de 1895)
Clique na imagem para ver a tirinha ampliada.


No fim, deveria ter lido o post do Blog do Jefferson antes e ter lido as HQ antes de me aventurar no cinema... Por isso, leia!
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O que mais impressiona é, sem dúvida, a atuação de Sean Penn. Acostumados a ver o ator como “um dos durões de Hollywood”, é comovedor vê-lo dar vida a um Harvey, numa prova de seu indiscutível talento e disciplina em pesquisar o personagem a ser revivido.
Título Original: Milk
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 128 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.milkthemovie.com
Assista ao trailer.
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá, que eu canto cá
[Patativa do Assaré]
Hoje, 05 de março, o poeta Patativa do Assaré completaria 100 anos. Ele levou a cultura do Ceará para o Brasil e o mundo, encantando o povo simples do sertão e intelectuais com seus poemas musicados por cantores consagrados.
O usuário escolhe na biblioteca virtual os livros que já leu e os que quer ler e vai montando a sua estante. A partir daí, ele pode fazer resenhas e dar estrelas para os melhores títulos que estiverem disponíveis no site. Depois, vem a parte mais interessante. Como a estante de livros de cada um é pública, os outros usuários podem ver o que você está lendo, saber o que você acha de cada livro e, claro, decidir (ou não) ler o livro do outro. No final do processo, o sistema ainda informa quantos livros e o número de páginas o cadastrado já leu, em um marcador batizado como "paginômetro".
Mas eu aqui, cá com meus botões, me pergunto: e a pobre dessa moça e de sua família, como ficam? Porque de vítima num primeiro momento, agora ela vista como vilã, ou no mínimo, desequilibrada, não apenas pela população brasileira, mas pela suiça também. Ela se converteu naquela que forjou um ataque e até mesmo uma gravidez.
Não discuto aqui se ela usou uma foto de ultrasom da internet ou não. Até porque ela mesma já admitiu ter mentido. Também não estou aqui para fazer o advogado do diabo. Apenas me tocou o fato dela ter transtorno bipolar. Isso porque eu já vivenciei muito de perto uma experiência com uma pessoa em plena crise de transtorno bipolar e posso afirmar o quanto é difícil superar a vergonha, a culpa pelos atos cometidos (apesar da pessoa não ter culpa, pois está doente). Agora, se é duro superar estando em um entorno pequeno, imagine essa moça, num entorno internacional.
Essa "barriga" pode cair no esquecimento dentro de alguns dias ou mesmo virar motivo de piada entre os jornalistas, mas sem dúvida será algo inesquecível e irreparével para essa jovem e sua família.
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Barriga: em jornalismo, quer dizer publicar um fato falso, mas sem intenção de enganar o leitor. Uma mancada, informação errada, uma autotraição.
O último álbum foi do prestigiadissimo dueto Amaral, que gravou o EP Granada, com quatro versões de quatro grupos granadinos: 091, Lagartija Nick, Los Planetas y Lori Meyers.
Mas teve muito mais. Confira só:
* Andrés Calamaro (Nada se pierde)
* Señor Mostaza (FIB 2006)
* Manolo Taracón (Íntimo)
* Litto Nebbia (A su aire)
* Guzmán (Las rarezas de Guzmán)
* Ariel Rot (Diez X Tres)
* Doctor Divago (El día de autos)
* Loquillo y Trogloditas (Ensayos para una gira)

Ao que parece, me deu sorte tirar a poeira dos livros e começar minhas leituras. Essa semana, os correios desembarcaram aqui em casa a última caixa com meus pertences vindos da Espanha e, nela, os últimos livros que havia comprado na terra de Don Quixote:
* Vivir para contarla, Gabriel García Marquez
* La sombra del viento, Carlos Ruiz Zafón
* El País Vasco, Pio Baroja
* Entre ceja y ceja, Luis Beroiz
* Memorias del 2 de mayo, seleção de textos de José Manuel Guerrero Agosta
* Un día de cólera, Arturo Pérez-Reverte
* La empresa en la web 2.0: el impacto de las redes sociales y las nuevas formas de comunicación online en la estrategia empresarial, Javier Celaya


O enredo poderia ser o de um dramalhão: mãe desesperada em busca de seu filho desaparecido. Mas a história contada em A Troca, sob a batuta de de Clint Eastwood, é muito mais que isso. Baseado numa história real, Christiane Collins (Angelina Jolie) é uma mãe solteira cujo filho foi sequestrado e que ousa levantar a voz contra o corrupto Departamento de Polícia de Los Angeles nos anos de 1920.
Com sua marcada narrativa classica, Eastwood mantém a sobriedade e permite que os atores se destaquem. De fato, Jolie indicada a vários prêmios por sua atuação, consegue dar vida a várias nuances que a personagem vivenciava, desde a mãe desesperada à mulher coragem que desafia ao chefe de polícia que lhe "devolve" uma outra criança, afirmando ser seu filho desaparecido.
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FICHA TÉCNICA
Título no Brasil: A Troca
Título Original: Changeling
País de Origem: EUA
Tempo de Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Estréia no Brasil: 09/01/2009
Direção: Clint Eastwood
Sinopse: Christine Collin (Angelina Jolie) é uma mãe que ora fervorosamente para que seu filho Walter (Gattlin Griffith) retorne para casa. O menino foi seqüestrado em uma manhã de sábado, após ela ter saído para trabalhar. Com a ajuda do reverendo Briegleb (John Malkovich) e após meses de buscas intensas, finalmente, a polícia encontra o garoto. Mas algo está errado e, em seu coração, Christine desconfia que ele não seja seu filho verdadeiro.
Inicialmente, foram selecionados 38 livros em várias áreas do conhecimento, obedecendo aos critérios de antiguidade, valor histórico e inexistência de novas impressões ou edições do título.

"A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18".
A frase é de Mark Twain e inspirou o conto de F. Scott Fitzgerad, que por sua vez baseou "O Curioso Caso de Benjamin Button". O longa,sucesso de público e de crítica, conseguiu 13 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator (Brad Pitt).
E não poderia ser menos. A inusitada situação do protagonista (ele nasce um bebê velho na New Orleans de 1918 e misteriosamente começa a rejuvenescer) chama atenção, mas é a delicadeza da narração que expõe situações cotidianas relacionadas a qualquer pessoa que marca àqueles que o assiste.
O elenco é maravilhoso. Destaque para as atrizes Taraji P. Henson (Queenie) e Cate Blanchett (Daisy). No entanto, não há dúvida de que o filme é de Brad Pitt.
A caracterização e maquiagem dos personagens é impressionante. Estima-se que cinco horas diárias eram necessárias para concluir a maquiagem de Brad Pitt. Por isso, nada de preguiça (o filme dura cerca de 2h30), porque vale a pena. Só não esqueça o suprimento extra de pipoca e refrigerante.
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Assista ao trailer.
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FICHA TÉCNICA
Título Original: The Curious Case of Benjamin Button
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 166 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.benjaminbutton.com.br
Direção: David Fincher
Sinopse: Drama baseado no clássico conto homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Button, um homem que nasce um bebê velho - na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fime - e misteriosamente começa a rejuvenescer, passando a sofrer as bizarras consequências do fenômeno.

Último dia na Espanha... A poucas horas do vôo que me levará de volta à terrinha...
Para encerrar esse ano visitei hoje o Museo de Bellas Artes de Bilbao. Alí, estão expostas as obras da exposição "Visión de España", de Sorolla. São 14 painéis enormes, pintados no início do século XX para promover o país nos Estados Unidos, já que as obras foram encomendadas especialmente para serem expostas em Nova York.
Considerada pelo próprio Sorolla como "a obra de sua vida", esse trabalho preenchou os últimos anos do artistas e me levou a uma nova "mirada" sobre esse país onde vivi durante o último ano. A cada novo quadro, uma nova provincia, uma nova luz, novos rostos, novas cenas que dão conta da pluralidade de costumes e paisagens de Espanha.
Hasta luego... Gero arte... Até logo...
Depois das festas e da normal correria do final de ano, especialmente nesse em que estava para entregar meu projeto do máster e preparar tudo para voltar ao Brasil, começo a acalmar e nada melhor que voltar a postar para sentir que as coisas estão voltando aos eixos.
Eu queria, também, escrever palavras como essas, mas acho que o conto de Ligia Fagundes Teles, Natal na Barca, consegue dizer muito mais e melhor do que qualquer coisa que eu poderia tentar esboçar aqui.
Um grande abraço a todos!
Mas para aqueles que também estao interessados na "Viagem de Saramago", a dica é o blog do autor. Ele andou escrevendo sobre a notícia de ir ao Brasil e a possibilidade do blog fica desatualizado, dos problemas com os seguranças do aeroporto e da sua coletiva de imprensa.
É sobre essa última que eu gostaria de comentar. Saramago escreve:
"Acabamos de sair da conferência de imprensa de São Paulo, a colectiva, como dizem aqui.
Surpreende-me que vários jornalistas me tenham perguntado pela minha condição de blogueiro quando tínhamos atrás o anúncio de uma exposição estupenda, a que é organizada pela Fundação César Manrique no Instituto Tomie Ohtake, com os máximos representantes e patrocinadores, e com a apresentação de um novo livro à vista. Mas a muitos jornalistas interessava-lhes a minha decisão de escrever na “página infinita da Internet”. Será que, aqui, melhor dito, nos assemelhamos todos? É isto o mais parecido com o poder dos cidadãos? Somos mais companheiros quando escrevemos na Internet? Não tenho respostas, apenas constato as perguntas. E gosto de estar escrevendo aqui agora. Não sei se é mais democrático, sei que me sinto igual ao jovem de cabelo alvoroçado e óculos de aro, que com os seus vinte e poucos anos, me questionava. Seguramente para um blog."
Talvez eu também nao tenha a resposta correta, mas a verdade é que me encanta ler suas postagens. Elas misturam a facilidade com que o autor maneja as palavras e ao mesmo tempo, o aproxima dos leitores ao detsilar pedacinhos de si a cada dia... e eu simplesmente, adoro!
HISTÓRIA - A eleição do dia 25 de novembro como data internacional da luta contra a violência à mulher foi um acordo entre as participantes no Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe que se realizou em Bogotá, em 1981, por solicitação da delegação da República Dominicana que propunha que se homenageasse as irmãs Mirabal: Minerva, Pátria e Maria Teresa.
Quem diria... olhando assim na foto, ele até parece mais jovem que eu...

Enquanto na minha terrinha, Ceará, já estao quase se despedindo da 8ª Bienal Internacional do Livro, que começou no dia 12 de novembro e termina na sexta, dia 21, por aqui, estou esperando pela Durangoko Euskal - Liburu, Disko (Feria de Durando de Livro e Disco Vasco).
Lina, amiga argentina, mas que vive aqui já há 6 anos, me contou que a feira está em seu calendário anual de eventos desde entao. Assim, que quem sou eu para ir contra Lina? Junto-me à ela e vou a Durango!

Pokito a poko entendiendo
Que no vale la pena andar por andar
Que es mejor caminar pá ir creciendo
Volveré a sentarme con los mios
Volveré a compartir mi alegria
Volveré pá contarte que he soñado
Colores nuevos y días claros
[CHAMBAO - POKITO A POKO]
... ler alguma coisa que nao esteja relacionada ao meu projeto de máster...
... dormir até às 8h...
... namorar...
... voltar pro Brasil!
Os 176 finalistas estao esperando o seu voto, que pode ser efetuado até 26 de novembro próximo.
Sao escolhidos 16 livros, que disputam o prêmio entre si em quatro rodadas. A cada jogodois livros se enfrentam: o vencedor passa para a rodada seguinte, o perdedor está eliminado do campeonato. E cada jogo é decidido por um jurado, que escreve uma resenha para anunciar e justificar sua decisão. Na grande final, todos os jurados votam e elegem o campeão.
Para os que acreditam que a idéia é boa e que o debate pode ser interessante, a Copa está em sua 11ª rodada e se enfrentam "Na Multidao", de Luiz Alfredo Garcia-Roza, e "Maisquememoria", de Marcelo Backes.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
(Texto baseado no poema After a While - 1971, de Veronica Shoffstall)
**** Pode parecer clichê, mas se observarmos bem, a vida é feita de clichês.
A história por trás da história é que Dostoievski escreveu - ou melhor ditou para sua secretária - em um mês o livro “O Jogador”. Não quero que começando assim, o leitor imagine que falamos então de uma obra menor do escritor russo. Não e não. A verdade é que na época, Dostoievski estava escrevendo o clássico “Crime e Castigo”, mas como mortal, tinha um prazo com seu editor e acabou enviando um outro livro, no caso, “O Jogador”. Livro que seguramente ele havia meditando muito antes de transcrever ao papel, pois é uma lúcida e dolorosa reflexão sobre o caráter russo.
No entanto, enquanto a desgraça se abate sobre essa família, Alexei joga compulsivamente na roleta e ganha uma fortuna, que logo perde com a mesma indiferença com que a ganhou.
Apesar de que Dostoievski quis dar protagonismo a paixão pelo jogo, a obra acaba por transcender essa intenção do autor e retrata o caráter russo frente ao francês e ao alemão. O primeiro, o escritor vê como símbolo do cinismo, de um viver de aparências, com uma gentileza mentirosa. Já sobre segundo, ressalta o método alemão de acumulação de riqueza, baseado em virtudes como a honestidade, mas que resumem a vida destes a um mero ciclo de acúmulo de dinheiro. Já os russos... Ah, os russos, são aqueles que não conseguem dominar suas emoções e consequentemente não conseguem mudar seus destinos. São fatalistas e cheios de complexos.
Mesmo assim, Dostoievski não pretende fazer nenhum juízo de valor. Apenas descreve e até os compreende, justificando inclusive suas ações sob a ótica do seu próprio pessimismo quanto à mudança da natureza humana.
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FICHA TÉCNICA
Título: El Jugador
Autor: Fiodor M. Dostoievski
Editora: Akal
ISBN: 844602364-4
Ano de publicaçao: 2006
Página: 185
A obra retrata a vida pacata em uma sociedade rural do século XIX; e conta sobre os iniciais desentendimentos e mais tarde mútua compreensão entre Elizabeth Bennet e Darcy. No entanto, apesar do belo romance entre os personagens, ele não é o tema principal do livro.
Na verdade, a história trata de como as idéias apressadas que construímos uns sobre os outros, acabam por destruir as relações humanas. Não foi por acaso que Austen deu a sua obra o título de Primeiras Impressões, mudado posteriormente para Orgulho e Preconceito, que de alguma forma se relaciona à maneira em que Elizabeth e Darcy se viram pela primeira vez.
Publicado pela primeira vez em 1813, o livro desde o seu lançamento teve uma grande aceitação, convertendo-o em um dos romances mais populares da autora. Resultado talvez de um argumento bem construído e dos diálogos ágeis que atacam os vícios clássicos da sociedade.
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EXTRAS:
E-book (É necessário ter instalado o e-mule para descarregar)
Filme (Última adaptação da obra para o cinema)
(Trecho de O Nome da Rosa, pág. 454)
**** E o que estaria Umberto Eco querendo nos dizer com isso?
Ao que tudo indica, hoje, 29 de setembro, comemoramos o aniversário de Miguel de Cervantes, já que em 1547, ano em que nasceu, a tradiçao mandava dar ao recém-nascido o nome do santo do dia. Assim sendo, celebramos hoje o 461º aniversário de nascimento do autor espanhol.E nao apenas nós. O buscador Google aproveitou a data e hoje em seu site espanhol estampa em sua logomarca um louco sonhador montado em seu cavalo, desafiante frente a um moinho de vento. Uma das imagens mais famosas da literatura universal que hoje ressurge ante milhoes de usuários desse buscador, que ao clicarem na imagem de Don Quijote encontrará 20.500.000 referências associadas ao nome de Miguel de Cervantes.
Nós do Arredor de mim nao poderiamos ficar de fora e comemoramos também, só que ao nosso estilo, que nao poderia ser outro que nao indicando um site onde podemos encontrar as Obras Completas do escritor. Aproveitem e boa leitura!

Apesar de Álvaro Pérez, do El País, ter elogiado ao filme Still Walking, do japonês Kore-Eda Hirokazu e ter escrito claramente: Vao assistir, eu terminei indo ver Trovao Tropical, de Ben Stiller. Porque fiz isso? Por favor, nao vamos começar com perguntas filosóficas cuja discussao nao trará uma resposta satisfatória. A verdade é que me divirto com os longas de Ben Stiller e com Trovao Tropical nao foi diferente. O filme me rendeu quase duas horas de distraçao descomprometida.
Em Trovao Tropical, um grupo de atores está gravando um filmes sobre o resgate de um soldado americano durante a Guerra do Vietna. Clichê? Mais impossivel. Com problemas na gravaçao do longa, o diretor resolve colocar os atores em perigo, numa especie de reality sem eles saibam. Só que nessa regiao da Ásia onde vao gravar existe um conflito verdadeiro, no qual eles se envolvem sem perceber, acreditando que tudo nao passa de ficçao.
Com humor e açao, o filme me fez lembrar de Top Gang. Orçado em U$$ 92,000,000,00, um dos poucos méritos do longa é a reuniao de estrelas como Tom Cruise (que devo dizer, faz uma participaçao impagável), Robert Downey Jr. (Iron Man) e Matthew McConaughey (Tudo por dinheiro).
Em resumo, dá para esperar ser exibido na Tela Quente.


Esteve em San Sebastián no último fim de semana, John Boyne, autor d' O Menino do Pijama Listrado. O escritor irlandês estava para divulgar a adaptaçao de sua obra para a telona, que aqui na Espanha teve a sua pré-estréia durante o Festival de Cinema Internacional de San Sebastián.
Em sua conferência Boyne disse que assistiu o filme pela primeira vez em fevereiro, que de verdade achava a adptaçao boa e que participou ativamente do processo criativo do longa. "Desde o início me preocupei que o filme fosse fiel ao livro, no entanto me importava mais que ele funcionasse como filme em si mesmo", afirmou. "Além de que nao manipulasse as emoçoes dos espectadores, como as vezes é comum no cinema".
Sobre as possiveis reflexoes sobre a cerca que separa os dois meninos na história e os estados de exceçao que existem nos dias atuais, o escritor explicou que, quando escreveu a obra, pensava apenas no holocausto, que possui uma importancia histórica enorme, mas que é normal que o tema sirva de metáfora para outras realidades atuais. O autor se referiu ainda ao conflito irlandês, o qual ele viveu de perto, mas que mesmo assim, esses outros contextos nao estavam em sua mente quando elegeu o tema d'O Menino do Pijama Listrado.
Boyne falou, ainda, da sua surpresa pela repercussao internacional da obra. Admitiu que quando fez o primeiro esboço do livro, sabia que tinha algo grande em maos, realmente poderoso.
A estréia nos cinemas do filme, uma produçao Miramax/Disney, será na Espanha em 26 de setembro.
A verdade é que em um trajeto de 5 km, de uns 11 minutos aproximadamente, o cara cobrou quase 1000 coronas, o que significa quase 50 euros, o que definitivamente nao vou converter em reais, porque seria muito depressivo.
Bem, eu até tentei ter um pensamento positivo de que nao fomos enganados, mas só durou uns 2 minutos, ou seja, o tempo de chegar na recepçao do hotel e ver a placa com as tarifas de táxi e perceber que da estaçao de trem, o taxista cobrou quase 3 vezes mais do valor. Nao sei o que foi pior: descobrir o engano e encarar minha raiva contra mim mesma ou ver a cara do recepcionista de "ó, esses turistas, porque nao ligam para o hotel pedindo um táxi? Querem ser passados pra trás..."
Mas para começar com o pé direito, vou mencionar a graça dos táxis em Barcelona. Olhai, tem coisinha mais fofa no mundo? Eles se tornaram ícone da cidade, meu povo, e isso significa que o quê não falta é souvenir dos táxis: é chaveirinho, é imã de geladeira, é miniatura, é cartão postal... Mas também, desde 1934, eles se distinguem pelas suas cores: são pretos com as portas e capot do porta-malas amarelos.
A idéia é sugerir cinco coisas que você acredite ser melhor do que assistir o horário de propaganda eleitoral gratuita na TV. Pois preparem-se porque ai vai o meu Top 5:
1. Ir para a cama e começar a contar carneirinhos, porque afinal ainda sao 20h30...
2. Organizar a gaveta das meias
3. Catar todo o feijao a ser consumido no mês
4. Procurar no Google por referências de todos os seus colegas de escola
5. Assistir seguidamente à Premoniçao 1, 2 e 3, na tentativa de entender por que de todas aquelas mortes bizarras acontecendo, o povo ainda vai andar naquela montanha-russa assustadora.
Boa sorte pra vocês!!!
Só mais 10 minutos. Sim, 10, porque 5 nao me servem para nada.
Ok, ok. Chinelos, toalha, ducha. Um pouco de base para nao aparecer com a cara tao amassada. Calca jeans, camiseta. Bolsa.
Nada de café, de novo.
Ônibus lotado.
Padaria... Ainda tenho um tempinho. Hummmm... Brioche com chocolate e café com leite.
Já sao 9h! Corre, Manu, corre!
É hora de bater o ponto...
Ah, preciso de férias!
A todos esses seres meio-divinos, que sejam festejados amanha, 25 de julho, Dia Nacional do Escritor, e lembrados todos os dias, quando alguém ousar abrir um livro e "acender uma luz no espírito" (Pearl Buck).
Depois de pouco mais de um ano, é bom voltar e ver que a cidade manteve sua intensidade e identidade gravados como os ladrinhos das obras de Gaudí.

O que seria mais importante? A história ou saber contá-la. Os dois são importantes, sem dúvida, apesar de que eu acredite que saber contar às vezes, é o que vale mais. Agora imagine quando as duas coisas (uma boa história e um bom narrador) se encontram. É o caso de Gabriel García Márquez. Jornalista por formação, escritor por vocação, esse colombiano encanta o mundo com sua narrativa fácil e envolvente.
García Márquez não faz mistério, não faz rodeios. Diz-nos o que vai acontecer e a partir daí, o leitor, pode descansar da intriga e dedicar-se inteiramente a leitura para descobrir como tudo aconteceu, conhecer cada personagem e refazer aquele dia
Em 2008 conheci Agatha Christie. Até então não havia lido nada da autora britânica. Em parte por falta de oportunidade e em outra por falta de interesse. Afinal, sempre a tive catalogada em meu cérebro em um tipo de literatura que era não exatamente literatura, mas mero entretenimento para mentes vazias. Que engano...
Publicado em 1939, o livro que no original se chama “Ten Little Niggers”, causou polêmica nos Estados Unidos, por conta dos “negrinhos” do título. Por isso, no mercado americano, a obra levou o nome de “And Then There Were None”.
Sua vida pareceu-lhe pouca para seu ímpeto de criar. Tanto que criou outras vidas para seguir criando... Ficou famoso por seus heterônimos, o que foi sua principal característica e motivo de interesse por sua pessoa, aparentemente tão pacata. Os heterônimos mais conhecidos foram Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.
"O poeta é um fingidor
Finge tão completamebte
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente"
"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas."
"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia."

“La Catedral Del Mar”, de Idelfonso Falcones, é um romance histórico ambientado na Catalunya medieval. Um livro que alcançou um êxito tremendo não apenas na Espanha, mas em toda Europa. Antes mesmo de ser lançada, em 2006, a obra já havia sido traduzida para vários idiomas.
Sem dúvida, foi uma grande aposta da editora já que essa era a primeira investida de Falcones no mundo literário. Sem embargo não foi uma aposta no escuro. O livro vem na trilha de sucessos como “Pilares da Terra” e “Mundo sem fim” do britânico Ken Follett. E, claro, de seus leitores ávidos por desbravar seu passado através de apaixonantes histórias recheadas de intrigas e violência. Além disso, apesar de ambientadas em séculos remotos, essas obras falam de sentimentos que são experimentados pelos homens até hoje.
Como obra literária, o livro não é tão excepcional, mas tampouco decepciona. A trama é bem construída e envolvente. O leitor descobre as nuances da época feudal espanhola enquanto acompanha o valor de Arnau Etanyol em buscar sua liberdade. Nasceu servo da terra, mas seu pai, Bernat, fugiu com ele ainda recém-nascido para a cidade de Barcelona, onde segundo a lei, após viver um ano e um dia, seriam considerados cidadãos livres.
Mas as coisas não foram tão simples. Por quantas prisões um homem se encontra encarcerado em sua vida? Arnau foi servo da terra, da nobreza, de suas paixões e até mesmo de seu destino.
“Arnau, yo abandone cuanto tenía para que tu pudieras ser libre – le había dicho su padre no hacía mucho -. Abandoné nuestras tierras, que habían sido propiedad de los Etanyol durante siglos, para que nadie pudiera hacerte a ti lo que me habían hecho a mí, a mi padre y al padre de mi padre..., y ahora volvemos a estar en las mismas, al albur capricho de los que se llaman nobles; pero con una diferencia: podemos negarnos. Hijo, aprende a usar la libertad que tanto esfuerzo nos ha costado alcanzar. Sólo a ti corresponde decidir.
¿De veras podemos negarnos, padre? – Las botas Del soldado volvieron a pasar frente a sus ojos -. No hay libertad con hambre. Vos ya no tenéis hambre, padre. ¿Y vuestra libertad?” (Pág. 183)
Todas as intempéries por as quais passou Arnau foram acompanhadas por sua mãe, a Virgem do Mar, cuja Catedral foi construída durante os 55 anos em que se passa a história. Uma Catedral construída pelo povo e para o povo. Ali, Arnau depositou seu sangue, sua fé e seu trabalho.
“- La gente se arrodilla en el suelo – le dijo también en un susurro señalando a los parroquianos -, pero además están rezando.
- ¿Y qué vas a hacer tu?
- Yo no rezo. Estoy hablando con mi madre. Tú no te arrodillas cuando habla con tu madre, ¿verdad?
Joanet lo miró. No, no lo hacía...
(...)
Arnau a través de la oscuridad, el aire y el titilar de las decenas de velas, observó como los labios de la pequeña figura de piedra se curvaban en una sonrisa.
-¡Joanet!
-¿Qué?
Arnau señaló a
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FICHA TÉCNICA
Título: La catedral Del Mar
Autor: Idelfonso Falcones
Editora: De Bolsillo
Ano da Publicação: 2008
Primeira Edição: 2006
ISBN: 978-84-8346-619-3
700 páginas

O último herói da Marvel a parar na grande tela é Iron Man, o milionário da indústria de armas Tony Stark vítima de um atentado no Afeganistao, mantido preso e obrigado a montar um míssil. No entanto, Stark resolve utilizar o material bélico facilitadi para criar uma espécie de armadura para fugir do cativeiro.
Como nao poderia deixar de ser, esse episódio - e o agravante de levar em seu coraçao estilhaçoes de uma bomba que podem matá-lo se chegar ao coraçao - mudam a sua vida. Agora, o jovem fútil e rico, o "homem que tem tudo e nao tem nada", se transforma no Homem de Ferro, que segundo suas próprias palavras "tem mais para oferecer ao mundo que criar armas". Um dos sucessivos clichês que encontramos no filme como quando ele pede um cheesburger logo que chega aos Estados Unidos depois de conseguir fugir do cativeiro ou comenta que "eu deveria estar morto. Isso deve ter acontecido por alguma razao!"
Pela necessidade de explicar ao espectador a origem de nosso herói, faz com que a narrativa se torne um pouco lenta em alguns momentos. O melhor do filme, sem dúvida, é o enfrentamento final de nosso herói e seu antagonista. Destaque aos efeitos especiais, muito bem feitos e a armadura do nosso Homem de Ferro, belíssima! O modelo dourado e vermelho foi inspirado no visual atual dos quadrinhos, tal como moldado pelo desenhista Adi Granov.
FICHA TÉCNICA
Título: Homem de Ferro
Gênero: Açao
Diretor: Jon Favreau
ELENCO
Robert Downey Jr - Tony Stark / Iron Man
Terrence Howard - Jim Rhodes
Gwyneth Paltrow - Virginia "Pepper" Potts
Jeff Bridges - Obadiah Stane / Iron Monger
Samuel L. Jackson - Nick Fury









