Eu, nascida e criada no Ceará, treinada para encontrar uma sombra e um pé de planta pra me escorrar, sempre me surpreendia ao ver as imagens dos europeus estirados no sol feito lagartixa. Agora, posso dizer que é uma sensaçao única. Uma das melhores que senti. É assim: depois de um perÃodo de frio intenso, você dá de cara com um céu limpo, sem nuvens, um sol brilhando... Ai, você pára e fica quietinho, fecha os olhos e apenas sente o calor entrando devagarinho pela sua roupa, invadindo cada cantinho do seu corpo, confortando e devolvendo vida...
Os espanhóis levam mesmo a sério esta história de "Vacaciones de Semana Santa" e eu, que nao sou boba nem nada, aproveitei ao máximo esse perÃodo. Viajei pra Itália no dia 15 e por conta de ter perdido o vôo do dia 25, retornei apenas ontem à s terras de Cervantes.Foram dias intensos e até agora estou surpresa com a quantidade de experiencias que podemos ter em tao pouco tempo. Houve alegria e também stress. Sol, chuva, frio e neve. Ah, teve muita massa e, ainda, McDonalds e sanduiche de atum.
Teve caipirosca, vinho, licor, verdi, mosto, além de suco de pera. Velhos e novos amigos... Almoço de Páscoa em famÃlia e muito chocolate. Passei por Roma, Firenze, Pisa e San Marino. Viajei de ônibus, de trem e de aviao...
E consegui voltar viva. Talvez mais viva do que quando parti.

Há uns dez anos fui à Paulo Afonso (BA) e logo na entrada da hidroelétrica existia uma escultura chamda de "O Touro e a Sucuri", que simboliza o domÃnio da natureza pelo homem. Ao lado, uma estrofe do poema "Espumas Flutuantes" de Castro Alves em homenagem à Cachoeira.
Mas a verdade é que, a cada dia, nos damos conta que o homem nao exerce nenhum domÃnio sobre a natureza. Ao contrário, a natureza oferece à humanidade o que possui de melhor, desde que se seja respeitada e se aprenda a conviver com ela em harmonia. No entanto, quando a natureza demosntra seu poder e furia, o homem muito pouco pode fazer. Em alguns casos, apenas recolher os destroços.
Ontem, aqui em San Sebastián onde estou vivendo as pessoas conheceram a furia da natureza. Ondas de mais de 12 metros de altura e fortes ventos trouxeram destruiçao a boa parte da cidade. Centros comerciais, hotéis e lojas inundados; carros destroçados; o porto fechado; embarcaçoes partidas ao meio... O cenário devastador pode ser observado com certa segurança depois de três horas de um temporal que nao cessava em toda costa gipuzkoana.
"Daqui a cinco anos você estará bem próximo de ser a mesma pessoa que é hoje, exceto por duas coisas: os livros que ler e as pessoas de quem se aproximar."
Charles Jones
José Luis RodrÃguez Zapatero foi reconduzido ao cargo de Presidente de Governo da Espanha depois das eleiçoes gerais que ocorreram ontem, dia 09/03.
Apesar de ter acompanhado pouco mais de um mês e meio o perÃodo que antecedeu o processo eleitoral em si, posso dizer que a vitória do socialista se deu em parte nao à convicçao da populaçao em suas propostas, mas ao medo de que os populares voltassem ao poder.
Isso me lembrou um pouco as últimas eleiçoes no Brasil. Depois da grande festa democrática-popular que acompanhamos em 2002, parte dos brasileiros em 2006 confirmou seu voto ao candidato do Partido dos Trabalhadores por receio que os tucanos e DEMagogos voltassem a governar o PaÃs. O que me leva a crer que essa atitude desesperançada parece ressoar em todos os cantos.
Apesar de ter acompanhado pouco mais de um mês e meio o perÃodo que antecedeu o processo eleitoral em si, posso dizer que a vitória do socialista se deu em parte nao à convicçao da populaçao em suas propostas, mas ao medo de que os populares voltassem ao poder.
Isso me lembrou um pouco as últimas eleiçoes no Brasil. Depois da grande festa democrática-popular que acompanhamos em 2002, parte dos brasileiros em 2006 confirmou seu voto ao candidato do Partido dos Trabalhadores por receio que os tucanos e DEMagogos voltassem a governar o PaÃs. O que me leva a crer que essa atitude desesperançada parece ressoar em todos os cantos.
Dizem que no amor e na guerra vale tudo. Os que defendem essa idéia, o fazem pensando nas tácticas, nas estratégias para alcançar seus objetivos sejam eles sentimentais ou polÃticos. No entanto, existem outras nuances que unem o amor e a guerra e são esses matizes que o escritor donostierra, Ramón Saizarbitoria, trata em seu livro "Amor y Guerra".
Com racionalidade e uma frieza até mesmo venenosa, o autor investiga o lado mais tenso das relações: quando o amor começa a se transformar em uma luta de trincheiras e os vÃnculos de um casal se aproximam perigosamente do desencanto bélico.
"Minha esposa se chamava Flora. Decidi matá-la no dia em que, levantando a camisola até a altura da cintura, sentou-se de cavalinho e beliscou os peitinhos com a evidente intenção de agradarme".
É assim que começa essa história. O autor não faz segredo do fato que está por vir, porque o interesante não é o feito em si, mas como o nosso personagem, um cinquentão vendedor de enciclopédias, chega a essa decisão. Tampouco pondera as palavras. DaÃ, a inquietude que o livro proporciona. É uma obra rotunda e irônica que nos mostra o lado mais ácido do escritor Ramón Saizarbitoria.
***************
FICHA TÉCNICA
TÃtulo: Amor y Guerra
Autor: Ramón Saizarbitoria
Editora: Espasa Narrativa
ISBN:84-239-7952-0
Ano da publicação: 1999
238 páginas
Com racionalidade e uma frieza até mesmo venenosa, o autor investiga o lado mais tenso das relações: quando o amor começa a se transformar em uma luta de trincheiras e os vÃnculos de um casal se aproximam perigosamente do desencanto bélico.
"Minha esposa se chamava Flora. Decidi matá-la no dia em que, levantando a camisola até a altura da cintura, sentou-se de cavalinho e beliscou os peitinhos com a evidente intenção de agradarme".
É assim que começa essa história. O autor não faz segredo do fato que está por vir, porque o interesante não é o feito em si, mas como o nosso personagem, um cinquentão vendedor de enciclopédias, chega a essa decisão. Tampouco pondera as palavras. DaÃ, a inquietude que o livro proporciona. É uma obra rotunda e irônica que nos mostra o lado mais ácido do escritor Ramón Saizarbitoria.
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FICHA TÉCNICA
TÃtulo: Amor y Guerra
Autor: Ramón Saizarbitoria
Editora: Espasa Narrativa
ISBN:84-239-7952-0
Ano da publicação: 1999
238 páginas
Foi em 11 de setembro de 1973 que aconteceu. Augusto Pinochet destruiu a democracia no Chile e deu inÃcio a um perÃodo negro no PaÃs. Nesse dia, ele bombardeou o Palácio de la Moneda. Como tudo aconteceu? É isso que nos conta Óscar Soto, no livro "El último dÃa de Salvador Allende - crónica del asalto de la Moneda contada por sus protagonistas".
Soto estava no Palácio, pois era médico particular e grande amigo do então presidente Salvador Allende. Assim, pôde narrar os fatos que antecederam o golpe até o dia de sua execução de um ponto de vista privilegiado.
Logo na introdução, Soto deixa claro que o livro não é neutro. Ao contrário, "está comprometido com as batalhas de um povo consciente, que se esforá por ser livre e soberano e ganhar, no futuro, o direito a decidir se destino". Segundo ele, o livro é um testemunho e, também, uma denúncia da traiçao de Pinochet. Diz, ainda, que o livro se publica na Espanha porque acredita que tinha que ser num ambiene de liberdade de pensamento e tolerancia, coisa que ainda nao existe no Chile.
Apesar de médico por formação, Soto consegue desenvolver uma narrativa envolvente e dinâmica, além de emocionante carregada de recordações.
Hortensia Bussi, esposa de Salvador Allende, assina a apresentação do livro.
********************
FICHA TÉCNICA
TÃtulo: El último dÃa de Salvador Allende - crónica del asalto al palácio de la Moneda contada por sus protagnistas
Autor: Óscar Soto
Editoras: Ediciones El PaÃs y Grupo Santillana de Ediciones
ISBN: 84-03-59387-2
Número de páginas: 281
Ano da publicação: 1998
Soto estava no Palácio, pois era médico particular e grande amigo do então presidente Salvador Allende. Assim, pôde narrar os fatos que antecederam o golpe até o dia de sua execução de um ponto de vista privilegiado.
Logo na introdução, Soto deixa claro que o livro não é neutro. Ao contrário, "está comprometido com as batalhas de um povo consciente, que se esforá por ser livre e soberano e ganhar, no futuro, o direito a decidir se destino". Segundo ele, o livro é um testemunho e, também, uma denúncia da traiçao de Pinochet. Diz, ainda, que o livro se publica na Espanha porque acredita que tinha que ser num ambiene de liberdade de pensamento e tolerancia, coisa que ainda nao existe no Chile.
Apesar de médico por formação, Soto consegue desenvolver uma narrativa envolvente e dinâmica, além de emocionante carregada de recordações.
Hortensia Bussi, esposa de Salvador Allende, assina a apresentação do livro.
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FICHA TÉCNICA
TÃtulo: El último dÃa de Salvador Allende - crónica del asalto al palácio de la Moneda contada por sus protagnistas
Autor: Óscar Soto
Editoras: Ediciones El PaÃs y Grupo Santillana de Ediciones
ISBN: 84-03-59387-2
Número de páginas: 281
Ano da publicação: 1998
As manchetes dos jornais espanhóis e, certamente, os de todo o mundo estampam a “retirada” de Fidel Castro do Governo cubano. Começam as especulações sobre a “transição”, debates sobre o possÃvel modelo a ser adotado, talvez o Comunismo de Mercado, utilizado na China... Todo esse alvoroço da mÃdia me surpreende porque o Comandante já estava retirado desde que sentiu a debilidade de sua saúde. Além disso, o que significa “retirar-se”?
Quero dizer que a sensação que tenho é de que Casto desde que se afastou e deixou seu irmão Raul no poder interinamente já dava inÃcio à “transição”. Uma transição a seu modo, ou seja, dirigida por ele à distância. Um processo que segue. Talvez, vislumbramos agora uma segunda etapa desse afastamento, agora não apenas fÃsico, mas institucional.
De todos os modos, é difÃcil para eu imaginar que Fidel se permitisse estar à margem de qualquer processo em Cuba, quanto mais um processo de mudança. Assim que percebo os acontecimentos como dentro de uma estratégia do Comandante.
Quero dizer que a sensação que tenho é de que Casto desde que se afastou e deixou seu irmão Raul no poder interinamente já dava inÃcio à “transição”. Uma transição a seu modo, ou seja, dirigida por ele à distância. Um processo que segue. Talvez, vislumbramos agora uma segunda etapa desse afastamento, agora não apenas fÃsico, mas institucional.
De todos os modos, é difÃcil para eu imaginar que Fidel se permitisse estar à margem de qualquer processo em Cuba, quanto mais um processo de mudança. Assim que percebo os acontecimentos como dentro de uma estratégia do Comandante.

Realismo mágico e aventura. A cada novo livro, a chilena Isabel Allende consegue utilizar esses dois ingredientes com maestria. Em “La ciudad de las bestias”, a autora nos apresenta Alexander Cold, um adolescente americano de 15 anos, que parte ao Amazonas com sua avó, a jornalista Kate Cold, em busca de uma besta gigante que tem assustado os moradores do local. Lá, Alexander conhece a brasileira Nadia Santos, garota de 13 anos que se converte em sua melhor amiga e companheira nessa aventura que empreendem num mundo desconhecido, cheio de magia.
Os garotos conhecem um poderoso chama indÃgena, visitam a Cidade das Bestas, e tornam-se amigos do “povo da neblina”, uma tribu indÃgena que tem o poder de tornar-se invisÃvel e assim, tem se mantido a milhares de anos longe dos homens brancos e mantido suas traduções.
“La ciudad de las bestias” é o primeiro livro de uma trilogÃa. O segundo é “El Reino del Dragón de Oro”, o qual já falamos aqui.
Trecho escolhido:
“Aos pés do tepui, percebeu que a vida estava cheia de surpresas. Antes, não acreditava no destino, parecia-lhe um conceito fatalista, acreditava que cada um era livre para viver como quisesse e ele estava decidido a fazer algo bom da sua, a triunfar e ser feliz. Agora, tudo isso parecia absurdo. Já não podia confiar somente na razão, tinha encontrado o território incerto dos sonhos, da intuição e da magia. Existia um destino e à s vezes teria que se lançar à aventura e sair improvisando de qualquer jeito, tal como havia feito quando sua avó lhe lançou à água aos quatro anos e teve que aprender a nadar. Não tinha mais remédio que mergulhar nos mistérios ao seu redor”. (Pág. 188 - Tradução minha)
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Os garotos conhecem um poderoso chama indÃgena, visitam a Cidade das Bestas, e tornam-se amigos do “povo da neblina”, uma tribu indÃgena que tem o poder de tornar-se invisÃvel e assim, tem se mantido a milhares de anos longe dos homens brancos e mantido suas traduções.
“La ciudad de las bestias” é o primeiro livro de uma trilogÃa. O segundo é “El Reino del Dragón de Oro”, o qual já falamos aqui.
Trecho escolhido:
“Aos pés do tepui, percebeu que a vida estava cheia de surpresas. Antes, não acreditava no destino, parecia-lhe um conceito fatalista, acreditava que cada um era livre para viver como quisesse e ele estava decidido a fazer algo bom da sua, a triunfar e ser feliz. Agora, tudo isso parecia absurdo. Já não podia confiar somente na razão, tinha encontrado o território incerto dos sonhos, da intuição e da magia. Existia um destino e à s vezes teria que se lançar à aventura e sair improvisando de qualquer jeito, tal como havia feito quando sua avó lhe lançou à água aos quatro anos e teve que aprender a nadar. Não tinha mais remédio que mergulhar nos mistérios ao seu redor”. (Pág. 188 - Tradução minha)
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Dados técnicos:
TÃtulo: La ciudad de las bestias
Autora: Isabel Allende
Editora: Areté
Ano da publicação: 2002
ISBN: 84-01-34166-3
299 páginas
Durante o Máster que estou fazendo em San Sebastián, España, terei que desenvolver um Projeto de Comunicação Institucional, na Diputación Foral de Gipuzkoa. Como esse projeto está relacionado com internet, web 2.0, novas tecnologias... Pensei que seria interessante criar um novo blog, o Heri neuk ere egingo nuke. Parece estranho, mas é que o nome está em Euskera, idioma co-oficial do PaÃs Vasco, e significa "Isso eu também posso fazer", exclusivo para compartilhar essa minha experiência profissional e também pessoal aqui no Velho Mundo.
Fica a dica para quem quiser conferir.
Fica a dica para quem quiser conferir.

Era criança quando José Sarney governou o PaÃs. Nunca o havia imaginado escritor, pois essa figura que guardei ainda menina persistia em minha mente com direito a faixa presidencial e a inflação galopante. Para desmistificar um pouco e conhecer o Sarney da Academia Brasileira de Letras, resolvi ler Saraminda. E como gostei do livro! Talvez seja bom não esperar muito de uma obra para estarmos livres de pré-conceitos e nos permitir a surpresa, o conhecer um outro universo.
Em Saraminda, Sarney evidencia sua capacidade em reconstituir o perÃodo histórico onde transcorre a história: o garimpo do Amapá, quando a região estava em disputa entre Brasil e Guiana Francesa, no final do século XIX. Uma terra onde o ouro brotava no meio da mata hostil e determinava a vida das pessoas. Poucos se fizeram ricos com ele como Cleto Bonfim e Clément Tamba. A maioria, morria pela sede do ouro por sangue, como dizia o capataz de Cleto, Celestino Gouveia.
Mas no meio da tristeza do garimpo surgiu Saraminda. Comprada por Bonfim por 10 quilos de ouro, essa creolé de pele negra, cabelos lisos negros, olhos verdes como esmeralda e seios da cor do ouro foi a vida e a perdição de Bonfim.
Todo livro é uma obra aberta e em Saraminda isso fica explÃcito ainda mais. Sarney com uma narração fragmentada nos leva a conhecer a história por diferentes pontos de vista, que nem ao menos sabemos se são reais ou imaginários.
Na contracapa do livro, pergunta Carlos Heitor Cony se Saraminda foi uma Capitu que provoca a dúvida justiçada pelo dono de sua carne. Que o leitor decida...
Em Saraminda, Sarney evidencia sua capacidade em reconstituir o perÃodo histórico onde transcorre a história: o garimpo do Amapá, quando a região estava em disputa entre Brasil e Guiana Francesa, no final do século XIX. Uma terra onde o ouro brotava no meio da mata hostil e determinava a vida das pessoas. Poucos se fizeram ricos com ele como Cleto Bonfim e Clément Tamba. A maioria, morria pela sede do ouro por sangue, como dizia o capataz de Cleto, Celestino Gouveia.
Mas no meio da tristeza do garimpo surgiu Saraminda. Comprada por Bonfim por 10 quilos de ouro, essa creolé de pele negra, cabelos lisos negros, olhos verdes como esmeralda e seios da cor do ouro foi a vida e a perdição de Bonfim.
Todo livro é uma obra aberta e em Saraminda isso fica explÃcito ainda mais. Sarney com uma narração fragmentada nos leva a conhecer a história por diferentes pontos de vista, que nem ao menos sabemos se são reais ou imaginários.
Na contracapa do livro, pergunta Carlos Heitor Cony se Saraminda foi uma Capitu que provoca a dúvida justiçada pelo dono de sua carne. Que o leitor decida...
Uma das principais coisas que nao compreendia quando cheguei à San Sebastián era o ritmo da cidade, que insistia em baixar suas "portas" à tarde para almoçar e descansar. Eram, para mim, 2 ou 3 horas perdidas por dia.
Somente agora, quase um mes na Espanha é que começo a entender e, principalmente, a me permitir "desfrutar", ou seja, sair do trabalho às 15h e ir comer com direito a primeiro prato, segundo prato, sobremesa e café. Almoçar sem pressa, conversar e, se fizer bom tempo, sair para algum parques ou para a praia, dar uma volta na orla e ver o bonito que é a natureza. Parar em um banco e ficar simplesmente ali, sentada, observando o movimento das pessoas, o movimento da vida.
Somente agora, quase um mes na Espanha é que começo a entender e, principalmente, a me permitir "desfrutar", ou seja, sair do trabalho às 15h e ir comer com direito a primeiro prato, segundo prato, sobremesa e café. Almoçar sem pressa, conversar e, se fizer bom tempo, sair para algum parques ou para a praia, dar uma volta na orla e ver o bonito que é a natureza. Parar em um banco e ficar simplesmente ali, sentada, observando o movimento das pessoas, o movimento da vida.

Lugares exóticos, seres mitológicos, pessoas com o poder de tornar-se invisÃveis, outras que falam e escutam com o “coração”. É assim, num ambiente cheio de mistério e fantasia, que Isabel Allende nos leva a percorrer com seus personagens em “El Reino Del Dragón de Oro”, livro que representa a segunda obra da trilogia iniciada em “La Ciudad de las Bestias”.
De fato, em “El Reino Del Dragón de Oro”, voltam a reunir-se os protagonistas do livro anterior, Alexander Cold, sua avó Kate e a amiga Nadia Santos, que vale lembrar é uma jovem indÃgena brasileira. Dessa vez, a aventura se desenrola na beleza nua e limpa das montanhas e vales do Himalaya, onde fica o Reino Proibido e seu Dragão de Ouro, que segundo dizem, é um talismã incrustado de pedras preciosas que pode prever o futuro e que mantinha a paz e o equilÃbrio da região até então. Até então porque, agora, uma organização criminosa pretende roubar o Dragão de Ouro.
No livro, me mesclam à aventura e à fantasia, a sensibilidade dos ensinamentos budistas, levando os leitores a descobrirem o valor da compaixão, da natureza, da paz, enfim, da vida.
A jornalista e escritora chilena Isabel Allende foi reconhecida mundialmente após o grande sucesso de “La casa de los EspÃritus”, livro que inaugurou uma brilhante trajetória literária e que figura como minha obra preferida. Entre outros tÃtulos de sua autoria estão: “De amor y de sombra”, “Eva Luna”, “Cuentos de Eva Luna”, “El Plan Infinito”, “Paula”, “Afrodita”, “Hija de la Fortuna”, “Retrato em Sépia”, “La Ciudad de las Bestias” e “Mi Pais Inventado”.
De fato, em “El Reino Del Dragón de Oro”, voltam a reunir-se os protagonistas do livro anterior, Alexander Cold, sua avó Kate e a amiga Nadia Santos, que vale lembrar é uma jovem indÃgena brasileira. Dessa vez, a aventura se desenrola na beleza nua e limpa das montanhas e vales do Himalaya, onde fica o Reino Proibido e seu Dragão de Ouro, que segundo dizem, é um talismã incrustado de pedras preciosas que pode prever o futuro e que mantinha a paz e o equilÃbrio da região até então. Até então porque, agora, uma organização criminosa pretende roubar o Dragão de Ouro.
No livro, me mesclam à aventura e à fantasia, a sensibilidade dos ensinamentos budistas, levando os leitores a descobrirem o valor da compaixão, da natureza, da paz, enfim, da vida.
A jornalista e escritora chilena Isabel Allende foi reconhecida mundialmente após o grande sucesso de “La casa de los EspÃritus”, livro que inaugurou uma brilhante trajetória literária e que figura como minha obra preferida. Entre outros tÃtulos de sua autoria estão: “De amor y de sombra”, “Eva Luna”, “Cuentos de Eva Luna”, “El Plan Infinito”, “Paula”, “Afrodita”, “Hija de la Fortuna”, “Retrato em Sépia”, “La Ciudad de las Bestias” e “Mi Pais Inventado”.
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A Companhia de Transporte Público de San Sebastián oferece aos passageiros a cada mês um livreto com um conto ou crônica, num projeto que eles chamam de “Um livro, uma viagem acompanhada”.
Nesse mês de janeiro, eles distribuÃram o conto “Sabor de Malta”, de Francisco M. López Serrano. Com o carnaval mates como fundo, o personagem Oliver Best inicia um processo de auto-destruição, após descobrir que está muito doente devido ao excesso uso de álcool.
Num tom sarcástico, o narrador onisciente, parece não se importar com a vida de Oliver ou com qualquer outra, resultado de ser um espectador há vários séculos do modo desolador de agir humano.
Quem quiser, está no site para impressão. É só conferir aqui.
Nesse mês de janeiro, eles distribuÃram o conto “Sabor de Malta”, de Francisco M. López Serrano. Com o carnaval mates como fundo, o personagem Oliver Best inicia um processo de auto-destruição, após descobrir que está muito doente devido ao excesso uso de álcool.
Num tom sarcástico, o narrador onisciente, parece não se importar com a vida de Oliver ou com qualquer outra, resultado de ser um espectador há vários séculos do modo desolador de agir humano.
Quem quiser, está no site para impressão. É só conferir aqui.
Parece que Agatha Christie me fisgou mesmo, no bom sentido, claro... Depois de “É fácil matar”, conclui a leitura de “Um passe de mágica”. Neste livro, coisas estranhas começam a acontecer na mansão de Stonygates que abrigava também um reformatório de jovens infratores.
A personagem Miss Marple vai passar uns tempos por lá para ver como está a amiga de infância, Carrie Louise, e tenta então ajudar a polÃcia a desvendar o que passa no lugar, pois Carrie quase é envenenada, seu marido sofre um atentado e seu enteado é assassinato...
A história é envolvente e muitos são suspeitos já que a casa vive cheia de gente. Mesmo assim, falta-nos um motivo convincente para todos esses crimes. Isso porque costumamos mirar o que nos parece real e isso nos distrai daquilo que consideramos ilusão, mas que podem muitas vezes nos falar bem mais do verossÃmil do que conseguimos crer.
A personagem Miss Marple vai passar uns tempos por lá para ver como está a amiga de infância, Carrie Louise, e tenta então ajudar a polÃcia a desvendar o que passa no lugar, pois Carrie quase é envenenada, seu marido sofre um atentado e seu enteado é assassinato...
A história é envolvente e muitos são suspeitos já que a casa vive cheia de gente. Mesmo assim, falta-nos um motivo convincente para todos esses crimes. Isso porque costumamos mirar o que nos parece real e isso nos distrai daquilo que consideramos ilusão, mas que podem muitas vezes nos falar bem mais do verossÃmil do que conseguimos crer.
Durante a longa viagem para a Espanha (e não é no sentido figurado), li meu primeiro tÃtulo de Agatha Christie, “É fácil matar”. Apesar do imenso sucesso da escritora há décadas, sua literatura nunca aguçou minha curiosidade fato que decisivo no fato de nunca tê-la lido.
Mas agora esse tabu foi quebrado. Em “É fácil matar”, o policial Luke Fizwilliam senta-se ao lado de uma senhora no trem com destino a Londres e escuta suas histórias sobre uma possÃvel série de assassinatos que estaria ocorrendo em seu vilarejo. E que ela pretende denunciar a Scotland Yard. No dia seguinte, no entanto, Luke fica sabendo que a senhora morreu atropelada e começa a acreditar que pode haver um serial killer na cidadezinha do interior. Ele vai para lá, claro, para apurar tudo, fazendo-se passar por primo da noiva do homem mais rico da cidade.
Pode parecer uma história previsÃvel, mas o assassino certamente não o é. Você tem que ir até o final para descobrir quem seria capaz de cometer tantos crimes sem deixar suspeitas.
Agatha Christie só não faz mistério quanto ao enredo. Vai direto ao assunto logo na primeira página e daà já começa a aguçar a curiosidade e o instinto investigativo dos leitores. É fácil descobrir o segredo de seu sucesso: uma história construÃda com rigor e personagens inusitados.
Mas agora esse tabu foi quebrado. Em “É fácil matar”, o policial Luke Fizwilliam senta-se ao lado de uma senhora no trem com destino a Londres e escuta suas histórias sobre uma possÃvel série de assassinatos que estaria ocorrendo em seu vilarejo. E que ela pretende denunciar a Scotland Yard. No dia seguinte, no entanto, Luke fica sabendo que a senhora morreu atropelada e começa a acreditar que pode haver um serial killer na cidadezinha do interior. Ele vai para lá, claro, para apurar tudo, fazendo-se passar por primo da noiva do homem mais rico da cidade.
Pode parecer uma história previsÃvel, mas o assassino certamente não o é. Você tem que ir até o final para descobrir quem seria capaz de cometer tantos crimes sem deixar suspeitas.
Agatha Christie só não faz mistério quanto ao enredo. Vai direto ao assunto logo na primeira página e daà já começa a aguçar a curiosidade e o instinto investigativo dos leitores. É fácil descobrir o segredo de seu sucesso: uma história construÃda com rigor e personagens inusitados.

Pois que estou morrendo de frio, com fumaça saindo da boca, numa biblioteca utilizando wifi de graça, porque em euros é muito caro pra dar um "hola".
Atualização diretamente do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Daqui a uma hora devo estar embarcando para o Velho Mundo... Assim que puder, provavelmente quando já estiver devidamente instalada na Espanha, dou notÃcias.
"Arredor de Mim" é agora internacional!!! Hehehe...
"Arredor de Mim" é agora internacional!!! Hehehe...
Hoje, procurei no dicionário o significado da palavra "despedida" e vocês sabem como é definição de dicionário, simples, seca e dura. Lá dizia assim: "1.Ato de despedir(-se); despedimento. 2.Fig. Termo, conclusão, fim".
No entanto, imediatamente acima do verbete estava "despedaçar" que é "1.Partir em pedaços; partir, quebrar, dilacerar 2.Rasgar, esfrangalhar 3.Fig. Lancinar, pungir 4.Quebrar-se, partir-se 5.Quebrar-se com violência; rebentar(-se), arrebentar(-se).
Foi ai que percebi que havia encontrado a definição que precisava. Porque cada despedida, seja ela grande ou pequena, despedaça (dilacera, pungi, rebenta) com o nosso coração.
No entanto, imediatamente acima do verbete estava "despedaçar" que é "1.Partir em pedaços; partir, quebrar, dilacerar 2.Rasgar, esfrangalhar 3.Fig. Lancinar, pungir 4.Quebrar-se, partir-se 5.Quebrar-se com violência; rebentar(-se), arrebentar(-se).
Foi ai que percebi que havia encontrado a definição que precisava. Porque cada despedida, seja ela grande ou pequena, despedaça (dilacera, pungi, rebenta) com o nosso coração.
