"Não importa o quanto algo está machucando a gente. Às vezes, deixar pra lá, dói ainda mais".

Deveria ser apenas cinema sem pretensão. Por isso, escolhemos Watchmen, adaptação da HQ homônima de Alan Moore e Dave Gibsons publicada entre 1985 e 1988. Ledo engano... Foram duas horas e meia de filme e umas duas horas sem entender o que estávamos fazendo na sala escura. O enredo parecia sem pé nem cabeça. Afinal, onde estavam os mocinhos, os vilões, os enfrentamentos cheios de efeitos etc? Bem, efeitos, o filme tinha, devemos admitir.
No entanto, demoramos a entender o que eram aqueles super-heróis aposentados, humanos que saiam de fantasia na rua para lutar contra o crime, até que devido à relação insustentável com as “pessoas normais” foram banidos. E muito menos, pra onde toda aquela história estava nos levando.
Apenas na meia hora final, depois de todos apresentados, a intenção da história começou a ficar clara. Afinal, o vilão não era ninguém além da própria natureza humana. E até mesmo que os heróis não eram tão altruístas como se costuma imaginar, pois também eram humanos maculados pela vida e consequentemente com um senso de justiça bem relativo.
No fim, deveria ter lido o post do Blog do Jefferson antes e ter lido as HQ antes de me aventurar no cinema... Por isso, leia!
No fim, deveria ter lido o post do Blog do Jefferson antes e ter lido as HQ antes de me aventurar no cinema... Por isso, leia!
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FICHA TÉCNICA
Título Original: Watchmen
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 163 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Direção: Zack Snyder

Esperança. Essa é a palavra que resume Milk – a voz da igualdade. Harvey Milk, primeiro político abertamente gay a eleger-se a um cargo público nos Estados Unidos, nos anos de 1970, em São Francisco (Califórnia), falava pelas minorias, pela igualdade dos direitos civis dos cidadãos. Para aqueles que imaginam os clichês que pode trazer o filme, aviso: nada em Milk soa piegas ou gratuito.
O que mais impressiona é, sem dúvida, a atuação de Sean Penn. Acostumados a ver o ator como “um dos durões de Hollywood”, é comovedor vê-lo dar vida a um Harvey, numa prova de seu indiscutível talento e disciplina em pesquisar o personagem a ser revivido.
O longa ratifica o talento do diretor Gus Van Sant em nos contar histórias sob um ângulo diferenciado. Em alguns momentos ficava difícil determinar o que havia sido filmado e quais eram imagens reais e justamente essa mistura de imagens de arquivos com a cuidadosa reconstituição da época assegura a atenção daqueles que o assistem.
Alguns dos amigos de Harvey Milk fizeram pontas no filme. O bairro em São Francisco onde o ativista abriu sua loja de fotografia também foi usado nas filmagens. A equipe conseguiu permissão dos atuais proprietários do espaço para transformá-lo no que era há 25 anos e reconstituir em todos os detalhes a Castro Camera.
Milk concorreu em oito categorias do Oscar e levou a estatueta em duas delas: Melhor Ator e Melhor Roteiro Original.
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FICHA TÉCNICATítulo Original: Milk
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 128 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.milkthemovie.com
Assista ao trailer.
Poeta, cantô da rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá, que eu canto cá
[Patativa do Assaré]
Hoje, 05 de março, o poeta Patativa do Assaré completaria 100 anos. Ele levou a cultura do Ceará para o Brasil e o mundo, encantando o povo simples do sertão e intelectuais com seus poemas musicados por cantores consagrados.
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é sua,
Que eu canto o sertão que é meu.
Se aí você teve estudo,
Aqui, Deus me ensinou tudo,
Sem de livro precisá
Por favô, não mêxa aqui,
Que eu também não mêxo aí,
Cante lá, que eu canto cá
[Patativa do Assaré]
Hoje, 05 de março, o poeta Patativa do Assaré completaria 100 anos. Ele levou a cultura do Ceará para o Brasil e o mundo, encantando o povo simples do sertão e intelectuais com seus poemas musicados por cantores consagrados.
Depois de tantas redes sociais sendo criadas por ai (orkut, facebook, my space etc), surge Skoob (books ao contrário). O site pretende ser um novo espaço de relacionamento para aqueles que querem dividir com os outros internautas as suas leituras. Ai o que importa não são as fotos dos usuários e sim o que vale ou não ser lido.
O usuário escolhe na biblioteca virtual os livros que já leu e os que quer ler e vai montando a sua estante. A partir daí, ele pode fazer resenhas e dar estrelas para os melhores títulos que estiverem disponíveis no site. Depois, vem a parte mais interessante. Como a estante de livros de cada um é pública, os outros usuários podem ver o que você está lendo, saber o que você acha de cada livro e, claro, decidir (ou não) ler o livro do outro. No final do processo, o sistema ainda informa quantos livros e o número de páginas o cadastrado já leu, em um marcador batizado como "paginômetro".
O usuário escolhe na biblioteca virtual os livros que já leu e os que quer ler e vai montando a sua estante. A partir daí, ele pode fazer resenhas e dar estrelas para os melhores títulos que estiverem disponíveis no site. Depois, vem a parte mais interessante. Como a estante de livros de cada um é pública, os outros usuários podem ver o que você está lendo, saber o que você acha de cada livro e, claro, decidir (ou não) ler o livro do outro. No final do processo, o sistema ainda informa quantos livros e o número de páginas o cadastrado já leu, em um marcador batizado como "paginômetro".
Hoje, dia 22, será realizada a da 81º edição do Academy Awards, o Oscar, a grande festa do mercado cinematográfico. E o mercado editorial comemora junto. Segundo matéria publicada no jornal O Globo, impressiona o número de filmes concorrentes este ano criados a partir de uma obra literária. E se o filme vai bem nas bilheterias, há a possibilidade de as livrarias venderem mais exemplares da obra original. Os livros que "concorrem" ao Oscar 2009 são O Leitor, de Bernhard Schlink, Foi apenas um sonho, de Richard Yates, e Sua resposta vale um bilhão, de Vikas Swarup, que na tela grande virou Quem quer ser um milionário?, além do conto O curioso caso de Benjamin Button, de Scott Fitzgerald. Clique aqui para ler uma versão em português do texto de Fitzgerald.
Esteve durante toda a semana em discussão nos fóruns de jornalismo a "barrigada" que deram os meios de comunicação com a notícia do suposto ataque de skinheads à brasileira na Suiça. Apontam as falhas na apuração da matéria, a diferença de tratamento da notícia em blogs e em portais de informação etc. Tudo do ponto de vista técnico.
Mas eu aqui, cá com meus botões, me pergunto: e a pobre dessa moça e de sua família, como ficam? Porque de vítima num primeiro momento, agora ela vista como vilã, ou no mínimo, desequilibrada, não apenas pela população brasileira, mas pela suiça também. Ela se converteu naquela que forjou um ataque e até mesmo uma gravidez.
Não discuto aqui se ela usou uma foto de ultrasom da internet ou não. Até porque ela mesma já admitiu ter mentido. Também não estou aqui para fazer o advogado do diabo. Apenas me tocou o fato dela ter transtorno bipolar. Isso porque eu já vivenciei muito de perto uma experiência com uma pessoa em plena crise de transtorno bipolar e posso afirmar o quanto é difícil superar a vergonha, a culpa pelos atos cometidos (apesar da pessoa não ter culpa, pois está doente). Agora, se é duro superar estando em um entorno pequeno, imagine essa moça, num entorno internacional.
Essa "barriga" pode cair no esquecimento dentro de alguns dias ou mesmo virar motivo de piada entre os jornalistas, mas sem dúvida será algo inesquecível e irreparével para essa jovem e sua família.
***************
Barriga: em jornalismo, quer dizer publicar um fato falso, mas sem intenção de enganar o leitor. Uma mancada, informação errada, uma autotraição.
Mas eu aqui, cá com meus botões, me pergunto: e a pobre dessa moça e de sua família, como ficam? Porque de vítima num primeiro momento, agora ela vista como vilã, ou no mínimo, desequilibrada, não apenas pela população brasileira, mas pela suiça também. Ela se converteu naquela que forjou um ataque e até mesmo uma gravidez.
Não discuto aqui se ela usou uma foto de ultrasom da internet ou não. Até porque ela mesma já admitiu ter mentido. Também não estou aqui para fazer o advogado do diabo. Apenas me tocou o fato dela ter transtorno bipolar. Isso porque eu já vivenciei muito de perto uma experiência com uma pessoa em plena crise de transtorno bipolar e posso afirmar o quanto é difícil superar a vergonha, a culpa pelos atos cometidos (apesar da pessoa não ter culpa, pois está doente). Agora, se é duro superar estando em um entorno pequeno, imagine essa moça, num entorno internacional.
Essa "barriga" pode cair no esquecimento dentro de alguns dias ou mesmo virar motivo de piada entre os jornalistas, mas sem dúvida será algo inesquecível e irreparével para essa jovem e sua família.
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Barriga: em jornalismo, quer dizer publicar um fato falso, mas sem intenção de enganar o leitor. Uma mancada, informação errada, uma autotraição.
A revista de música espanhola Efe Eme está fazendo 10 anos e para comemorar, presenteou os leitores com uma coleção de gravações exclusivas com alguns dos maiores nomes do pop rock espanhol da atualidade. Os internautas d eplantão podem descarregar os discos pelo site da Efe Eme.
O último álbum foi do prestigiadissimo dueto Amaral, que gravou o EP Granada, com quatro versões de quatro grupos granadinos: 091, Lagartija Nick, Los Planetas y Lori Meyers.
Mas teve muito mais. Confira só:
* Andrés Calamaro (Nada se pierde)
* Señor Mostaza (FIB 2006)
* Manolo Taracón (Íntimo)
* Litto Nebbia (A su aire)
* Guzmán (Las rarezas de Guzmán)
* Ariel Rot (Diez X Tres)
* Doctor Divago (El día de autos)
* Loquillo y Trogloditas (Ensayos para una gira)
O último álbum foi do prestigiadissimo dueto Amaral, que gravou o EP Granada, com quatro versões de quatro grupos granadinos: 091, Lagartija Nick, Los Planetas y Lori Meyers.
Mas teve muito mais. Confira só:
* Andrés Calamaro (Nada se pierde)
* Señor Mostaza (FIB 2006)
* Manolo Taracón (Íntimo)
* Litto Nebbia (A su aire)
* Guzmán (Las rarezas de Guzmán)
* Ariel Rot (Diez X Tres)
* Doctor Divago (El día de autos)
* Loquillo y Trogloditas (Ensayos para una gira)

Ao que parece, me deu sorte tirar a poeira dos livros e começar minhas leituras. Essa semana, os correios desembarcaram aqui em casa a última caixa com meus pertences vindos da Espanha e, nela, os últimos livros que havia comprado na terra de Don Quixote:
* Vivir para contarla, Gabriel García Marquez
* La sombra del viento, Carlos Ruiz Zafón
* El País Vasco, Pio Baroja
* Entre ceja y ceja, Luis Beroiz
* Memorias del 2 de mayo, seleção de textos de José Manuel Guerrero Agosta
* Un día de cólera, Arturo Pérez-Reverte
* La empresa en la web 2.0: el impacto de las redes sociales y las nuevas formas de comunicación online en la estrategia empresarial, Javier Celaya

O mais estranho de voltar pra casa depois de um certo tempo - e ai casa, não é somente o espaço físico - é ver que você mudou, mas que as coisas continuam iguais.
Já estamos em fevereiro, é vergonhoso, eu sei, mas tenho que admitir que apenas agora vou começar minha primeira leitura do ano. O livro é "Amanhã, numa boa", de Faiza Guène. Presente do finado projeto Leia Livro, que estava me esperando aqui em casa, quando voltei da Espanha.

O enredo poderia ser o de um dramalhão: mãe desesperada em busca de seu filho desaparecido. Mas a história contada em A Troca, sob a batuta de de Clint Eastwood, é muito mais que isso. Baseado numa história real, Christiane Collins (Angelina Jolie) é uma mãe solteira cujo filho foi sequestrado e que ousa levantar a voz contra o corrupto Departamento de Polícia de Los Angeles nos anos de 1920.
Com sua marcada narrativa classica, Eastwood mantém a sobriedade e permite que os atores se destaquem. De fato, Jolie indicada a vários prêmios por sua atuação, consegue dar vida a várias nuances que a personagem vivenciava, desde a mãe desesperada à mulher coragem que desafia ao chefe de polícia que lhe "devolve" uma outra criança, afirmando ser seu filho desaparecido.
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FICHA TÉCNICA
Título no Brasil: A Troca
Título Original: Changeling
País de Origem: EUA
Tempo de Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Estréia no Brasil: 09/01/2009
Direção: Clint Eastwood
Sinopse: Christine Collin (Angelina Jolie) é uma mãe que ora fervorosamente para que seu filho Walter (Gattlin Griffith) retorne para casa. O menino foi seqüestrado em uma manhã de sábado, após ela ter saído para trabalhar. Com a ajuda do reverendo Briegleb (John Malkovich) e após meses de buscas intensas, finalmente, a polícia encontra o garoto. Mas algo está errado e, em seu coração, Christine desconfia que ele não seja seu filho verdadeiro.
A Universidade de São Paulo (USP) está disponibilizando na internet algumas obras raras de seu acervo bibliográfico. Obras como "Liber Chronicarum" (1493) ou "Ordenações de Dom Manuel" (1539) podem ser consultadas no site www.obrasraras.usp.br.
Inicialmente, foram selecionados 38 livros em várias áreas do conhecimento, obedecendo aos critérios de antiguidade, valor histórico e inexistência de novas impressões ou edições do título.
Inicialmente, foram selecionados 38 livros em várias áreas do conhecimento, obedecendo aos critérios de antiguidade, valor histórico e inexistência de novas impressões ou edições do título.

"A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18".
A frase é de Mark Twain e inspirou o conto de F. Scott Fitzgerad, que por sua vez baseou "O Curioso Caso de Benjamin Button". O longa,sucesso de público e de crítica, conseguiu 13 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator (Brad Pitt).
E não poderia ser menos. A inusitada situação do protagonista (ele nasce um bebê velho na New Orleans de 1918 e misteriosamente começa a rejuvenescer) chama atenção, mas é a delicadeza da narração que expõe situações cotidianas relacionadas a qualquer pessoa que marca àqueles que o assiste.
O elenco é maravilhoso. Destaque para as atrizes Taraji P. Henson (Queenie) e Cate Blanchett (Daisy). No entanto, não há dúvida de que o filme é de Brad Pitt.
A caracterização e maquiagem dos personagens é impressionante. Estima-se que cinco horas diárias eram necessárias para concluir a maquiagem de Brad Pitt. Por isso, nada de preguiça (o filme dura cerca de 2h30), porque vale a pena. Só não esqueça o suprimento extra de pipoca e refrigerante.
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Assista ao trailer.
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FICHA TÉCNICA
Título Original: The Curious Case of Benjamin Button
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 166 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.benjaminbutton.com.br
Direção: David Fincher
Sinopse: Drama baseado no clássico conto homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Button, um homem que nasce um bebê velho - na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fime - e misteriosamente começa a rejuvenescer, passando a sofrer as bizarras consequências do fenômeno.

Último dia na Espanha... A poucas horas do vôo que me levará de volta à terrinha...
Para encerrar esse ano visitei hoje o Museo de Bellas Artes de Bilbao. Alí, estão expostas as obras da exposição "Visión de España", de Sorolla. São 14 painéis enormes, pintados no início do século XX para promover o país nos Estados Unidos, já que as obras foram encomendadas especialmente para serem expostas em Nova York.
Considerada pelo próprio Sorolla como "a obra de sua vida", esse trabalho preenchou os últimos anos do artistas e me levou a uma nova "mirada" sobre esse país onde vivi durante o último ano. A cada novo quadro, uma nova provincia, uma nova luz, novos rostos, novas cenas que dão conta da pluralidade de costumes e paisagens de Espanha.
Hasta luego... Gero arte... Até logo...
Sumida, né? A quem se deu conta, obrigada.
Depois das festas e da normal correria do final de ano, especialmente nesse em que estava para entregar meu projeto do máster e preparar tudo para voltar ao Brasil, começo a acalmar e nada melhor que voltar a postar para sentir que as coisas estão voltando aos eixos.
Depois das festas e da normal correria do final de ano, especialmente nesse em que estava para entregar meu projeto do máster e preparar tudo para voltar ao Brasil, começo a acalmar e nada melhor que voltar a postar para sentir que as coisas estão voltando aos eixos.
"É Natal toda vez que sorris para um irmão e lhe estiras a mão; toda vez que quedas em silêncio a escutar um outro; toda vez que divides com os últimos o peso da pobreza material, moral e espiritual; toda vez que permites que o bom Deus ame os outros por meio de ti".
Sao tantas as frases que repetimos nessa época do ano: Feliz Natal! Próspero Ano Novo! Boas festas! E eu realmente acredito que normalmente elas vêm com o real sentimento das palavras proferidas.
Eu queria, também, escrever palavras como essas, mas acho que o conto de Ligia Fagundes Teles, Natal na Barca, consegue dizer muito mais e melhor do que qualquer coisa que eu poderia tentar esboçar aqui.
Um grande abraço a todos!
Eu queria, também, escrever palavras como essas, mas acho que o conto de Ligia Fagundes Teles, Natal na Barca, consegue dizer muito mais e melhor do que qualquer coisa que eu poderia tentar esboçar aqui.
Um grande abraço a todos!

