Quem diria... olhando assim na foto, ele até parece mais jovem que eu...


A história por trás da história é que Dostoievski escreveu - ou melhor ditou para sua secretária - em um mês o livro “O Jogador”. Não quero que começando assim, o leitor imagine que falamos então de uma obra menor do escritor russo. Não e não. A verdade é que na época, Dostoievski estava escrevendo o clássico “Crime e Castigo”, mas como mortal, tinha um prazo com seu editor e acabou enviando um outro livro, no caso, “O Jogador”. Livro que seguramente ele havia meditando muito antes de transcrever ao papel, pois é uma lúcida e dolorosa reflexão sobre o caráter russo.
No entanto, enquanto a desgraça se abate sobre essa família, Alexei joga compulsivamente na roleta e ganha uma fortuna, que logo perde com a mesma indiferença com que a ganhou.
Apesar de que Dostoievski quis dar protagonismo a paixão pelo jogo, a obra acaba por transcender essa intenção do autor e retrata o caráter russo frente ao francês e ao alemão. O primeiro, o escritor vê como símbolo do cinismo, de um viver de aparências, com uma gentileza mentirosa. Já sobre segundo, ressalta o método alemão de acumulação de riqueza, baseado em virtudes como a honestidade, mas que resumem a vida destes a um mero ciclo de acúmulo de dinheiro. Já os russos... Ah, os russos, são aqueles que não conseguem dominar suas emoções e consequentemente não conseguem mudar seus destinos. São fatalistas e cheios de complexos.
Mesmo assim, Dostoievski não pretende fazer nenhum juízo de valor. Apenas descreve e até os compreende, justificando inclusive suas ações sob a ótica do seu próprio pessimismo quanto à mudança da natureza humana.
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FICHA TÉCNICA
Título: El Jugador
Autor: Fiodor M. Dostoievski
Editora: Akal
ISBN: 844602364-4
Ano de publicaçao: 2006
Página: 185
Ao que tudo indica, hoje, 29 de setembro, comemoramos o aniversário de Miguel de Cervantes, já que em 1547, ano em que nasceu, a tradiçao mandava dar ao recém-nascido o nome do santo do dia. Assim sendo, celebramos hoje o 461º aniversário de nascimento do autor espanhol.



O que seria mais importante? A história ou saber contá-la. Os dois são importantes, sem dúvida, apesar de que eu acredite que saber contar às vezes, é o que vale mais. Agora imagine quando as duas coisas (uma boa história e um bom narrador) se encontram. É o caso de Gabriel García Márquez. Jornalista por formação, escritor por vocação, esse colombiano encanta o mundo com sua narrativa fácil e envolvente.
García Márquez não faz mistério, não faz rodeios. Diz-nos o que vai acontecer e a partir daí, o leitor, pode descansar da intriga e dedicar-se inteiramente a leitura para descobrir como tudo aconteceu, conhecer cada personagem e refazer aquele dia
Em 2008 conheci Agatha Christie. Até então não havia lido nada da autora britânica. Em parte por falta de oportunidade e em outra por falta de interesse. Afinal, sempre a tive catalogada em meu cérebro em um tipo de literatura que era não exatamente literatura, mas mero entretenimento para mentes vazias. Que engano...
Publicado em 1939, o livro que no original se chama “Ten Little Niggers”, causou polêmica nos Estados Unidos, por conta dos “negrinhos” do título. Por isso, no mercado americano, a obra levou o nome de “And Then There Were None”.

“La Catedral Del Mar”, de Idelfonso Falcones, é um romance histórico ambientado na Catalunya medieval. Um livro que alcançou um êxito tremendo não apenas na Espanha, mas em toda Europa. Antes mesmo de ser lançada, em 2006, a obra já havia sido traduzida para vários idiomas.
Sem dúvida, foi uma grande aposta da editora já que essa era a primeira investida de Falcones no mundo literário. Sem embargo não foi uma aposta no escuro. O livro vem na trilha de sucessos como “Pilares da Terra” e “Mundo sem fim” do britânico Ken Follett. E, claro, de seus leitores ávidos por desbravar seu passado através de apaixonantes histórias recheadas de intrigas e violência. Além disso, apesar de ambientadas em séculos remotos, essas obras falam de sentimentos que são experimentados pelos homens até hoje.
Como obra literária, o livro não é tão excepcional, mas tampouco decepciona. A trama é bem construída e envolvente. O leitor descobre as nuances da época feudal espanhola enquanto acompanha o valor de Arnau Etanyol em buscar sua liberdade. Nasceu servo da terra, mas seu pai, Bernat, fugiu com ele ainda recém-nascido para a cidade de Barcelona, onde segundo a lei, após viver um ano e um dia, seriam considerados cidadãos livres.
Mas as coisas não foram tão simples. Por quantas prisões um homem se encontra encarcerado em sua vida? Arnau foi servo da terra, da nobreza, de suas paixões e até mesmo de seu destino.
“Arnau, yo abandone cuanto tenía para que tu pudieras ser libre – le había dicho su padre no hacía mucho -. Abandoné nuestras tierras, que habían sido propiedad de los Etanyol durante siglos, para que nadie pudiera hacerte a ti lo que me habían hecho a mí, a mi padre y al padre de mi padre..., y ahora volvemos a estar en las mismas, al albur capricho de los que se llaman nobles; pero con una diferencia: podemos negarnos. Hijo, aprende a usar la libertad que tanto esfuerzo nos ha costado alcanzar. Sólo a ti corresponde decidir.
¿De veras podemos negarnos, padre? – Las botas Del soldado volvieron a pasar frente a sus ojos -. No hay libertad con hambre. Vos ya no tenéis hambre, padre. ¿Y vuestra libertad?” (Pág. 183)
Todas as intempéries por as quais passou Arnau foram acompanhadas por sua mãe, a Virgem do Mar, cuja Catedral foi construída durante os 55 anos em que se passa a história. Uma Catedral construída pelo povo e para o povo. Ali, Arnau depositou seu sangue, sua fé e seu trabalho.
“- La gente se arrodilla en el suelo – le dijo también en un susurro señalando a los parroquianos -, pero además están rezando.
- ¿Y qué vas a hacer tu?
- Yo no rezo. Estoy hablando con mi madre. Tú no te arrodillas cuando habla con tu madre, ¿verdad?
Joanet lo miró. No, no lo hacía...
(...)
Arnau a través de la oscuridad, el aire y el titilar de las decenas de velas, observó como los labios de la pequeña figura de piedra se curvaban en una sonrisa.
-¡Joanet!
-¿Qué?
Arnau señaló a
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FICHA TÉCNICA
Título: La catedral Del Mar
Autor: Idelfonso Falcones
Editora: De Bolsillo
Ano da Publicação: 2008
Primeira Edição: 2006
ISBN: 978-84-8346-619-3
700 páginas



Dirigido por Francis Lawrence ("Constantine"), "Eu Sou a Lenda" é a terceira adaptação do livro homônimo de Richard Matheson para o cinema. Em 1964, Vincent Price ("Edward Mãos de Tesoura") estrelou "Mortos Que Matam" e, em 1971, Charlton Heston ("Planeta dos Macacos") protagonizou "A Última Esperança da Terra".
O início é empolgante e a trama parece estar bem amarrada, com flashbacks que explicam algumas coisas, vão deixando o espectador curioso por saber o que havia acontecido com a raça humana. No entanto, o enredo não convence. Todos os dias Neville sai para buscar comida nas casas, caçar animais e “alugar” DVDs numa locadora repleta de manequins com os quais ele trava pequenos diálogos.
Além disso, surgem dois personagens do nada, que estavam em um barco de evacuação da cruz vermelha que saiu de São Paulo, em trânsito para a comunidade de sobreviventes de Vermont certos de que Deus tem um plano para todos. Isso mesmo... O diálogo não convence, na verdade, está completamente deslocado, tendo em vista que estamos falando de um mundo pós-apocalíptico e de um cientista...
Isso sem mencionar o final, que por certo não irei contar aqui, mas que é decepcionante com aquelas narrações em off explicando o filme, para caso alguém não tivesse entendido...
Ficha Técnica
Título Original: I Am Legend
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: wwws.br.warnerbros.com/iamlegend
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Direção: Francis Lawrence
Elenco:
Will Smith (Robert Neville)
Alice Braga (Anna)
Salli Richardson (Ginny)
Paradox Pollack (Alpha)
Charlie Tahan (Ethan)
Michael Ciesla (Refugiado
Comecei a leitura de “El niño con el pijama de rayas” no sábado, depois de ouvir várias opiniões favoráveis ao livro. Na verdade, não tinha idéia do que se tratava, mas aqui na Espanha, é um best-seller e diante das circunstancias, fiquei imaginando o que teria esse livro, porque suscita tanta emoção nas pessoas etc.Na história, nosso protagonista tem que mudar-se com sua família para o campo de concentração de Auschwitz. O menino deixa para trás a vida tranqüila em Berlin, em uma casa estupenda, para viver junto a uma cerca do campo de concentração. Da janela de seu quarto, vê muitos homens e crianças com “pijamas listrados”. O que desperta sua curiosidade e o faz explorar o que há do outro lado da cerca, onde conhece um dos meninos com pijama de listras.
Apesar do enredo criativo, o autor não conseguiu me envolver na trama e emocionar-me como outros ao tratar do mesmo tema – “O Diário de Anne Frank” e “A menina que roubava livros”. O que poderia ser uma visão cândida, me parece mais ignorante, já que apesar da pouca idade, é praticamente impossível que o menino seguisse por toda a obra sem dar-se conta do que passava do outro lado do alambrado.
“Seu irmão se aproximou da janela e, enquanto contemplava aquelas centenas de pessoas que andavam e perambulavam distantes, reparou que todos os meninos pequenos, os meninos não tão pequenos, os pais, os avôs, os tios, os homens que viviam nas ruas e que pareciam não ter família, usavam um pijama cinza de listras e um gorro cinza de listras.
- Que curioso, murmurou e se afastou da janela.”
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FICHA TÉCNICA
Título: El niño con el pijama de rayas
Autor: John Boyne
Editora: Salamandra
ISBN: 978-84-9838-079-8
Número de Páginas: 224


Os espanhóis levam mesmo a sério esta história de "Vacaciones de Semana Santa" e eu, que nao sou boba nem nada, aproveitei ao máximo esse período. Viajei pra Itália no dia 15 e por conta de ter perdido o vôo do dia 25, retornei apenas ontem às terras de Cervantes.Foram dias intensos e até agora estou surpresa com a quantidade de experiencias que podemos ter em tao pouco tempo. Houve alegria e também stress. Sol, chuva, frio e neve. Ah, teve muita massa e, ainda, McDonalds e sanduiche de atum.
Teve caipirosca, vinho, licor, verdi, mosto, além de suco de pera. Velhos e novos amigos... Almoço de Páscoa em família e muito chocolate. Passei por Roma, Firenze, Pisa e San Marino. Viajei de ônibus, de trem e de aviao...
E consegui voltar viva. Talvez mais viva do que quando parti.



