Navegando por ai, encontrei o blog de Céo Pontual, Frases Ilustradas. Uma delícia de se ler e principalmente de se ver. Suas ilustraçoes tem um traço super bonito e, claro, nunca vem sozinhas, sempre estao acompanhadas de citaçoes, dando a essas um toque de humor.

Pokito a poko entendiendo
Que no vale la pena andar por andar
Que es mejor caminar pá ir creciendo
Volveré a sentarme con los mios
Volveré a compartir mi alegria
Volveré pá contarte que he soñado
Colores nuevos y días claros
[CHAMBAO - POKITO A POKO]
... atualizar o blog...
... ler alguma coisa que nao esteja relacionada ao meu projeto de máster...
... dormir até às 8h...
... namorar...
... voltar pro Brasil!
... ler alguma coisa que nao esteja relacionada ao meu projeto de máster...
... dormir até às 8h...
... namorar...
... voltar pro Brasil!
E falando em competiçoes, já está aberta a votaçao para o BOBs Awards 2008, que premeia os melhores Webblogs do mundo, em 16 categorias diferentes e uma delas, claro, é o Melhor Blog em português.
Os 176 finalistas estao esperando o seu voto, que pode ser efetuado até 26 de novembro próximo.
Os 176 finalistas estao esperando o seu voto, que pode ser efetuado até 26 de novembro próximo.
Dica do Blog do Jefferson, a 2ª Copa de Literatura Brasileira. A idéia é premiar um romance através de um regulamento como nos torneios esportivos, onde os livros vao se enfrentando um a um até que reste apenas o vencedor.
Sao escolhidos 16 livros, que disputam o prêmio entre si em quatro rodadas. A cada jogodois livros se enfrentam: o vencedor passa para a rodada seguinte, o perdedor está eliminado do campeonato. E cada jogo é decidido por um jurado, que escreve uma resenha para anunciar e justificar sua decisão. Na grande final, todos os jurados votam e elegem o campeão.
Para os que acreditam que a idéia é boa e que o debate pode ser interessante, a Copa está em sua 11ª rodada e se enfrentam "Na Multidao", de Luiz Alfredo Garcia-Roza, e "Maisquememoria", de Marcelo Backes.
Sao escolhidos 16 livros, que disputam o prêmio entre si em quatro rodadas. A cada jogodois livros se enfrentam: o vencedor passa para a rodada seguinte, o perdedor está eliminado do campeonato. E cada jogo é decidido por um jurado, que escreve uma resenha para anunciar e justificar sua decisão. Na grande final, todos os jurados votam e elegem o campeão.
Para os que acreditam que a idéia é boa e que o debate pode ser interessante, a Copa está em sua 11ª rodada e se enfrentam "Na Multidao", de Luiz Alfredo Garcia-Roza, e "Maisquememoria", de Marcelo Backes.
... verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
(Texto baseado no poema After a While - 1971, de Veronica Shoffstall)
**** Pode parecer clichê, mas se observarmos bem, a vida é feita de clichês.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
(Texto baseado no poema After a While - 1971, de Veronica Shoffstall)
**** Pode parecer clichê, mas se observarmos bem, a vida é feita de clichês.
A história por trás da história é que Dostoievski escreveu - ou melhor ditou para sua secretária - em um mês o livro “O Jogador”. Não quero que começando assim, o leitor imagine que falamos então de uma obra menor do escritor russo. Não e não. A verdade é que na época, Dostoievski estava escrevendo o clássico “Crime e Castigo”, mas como mortal, tinha um prazo com seu editor e acabou enviando um outro livro, no caso, “O Jogador”. Livro que seguramente ele havia meditando muito antes de transcrever ao papel, pois é uma lúcida e dolorosa reflexão sobre o caráter russo.
No entanto, enquanto a desgraça se abate sobre essa família, Alexei joga compulsivamente na roleta e ganha uma fortuna, que logo perde com a mesma indiferença com que a ganhou.
Apesar de que Dostoievski quis dar protagonismo a paixão pelo jogo, a obra acaba por transcender essa intenção do autor e retrata o caráter russo frente ao francês e ao alemão. O primeiro, o escritor vê como símbolo do cinismo, de um viver de aparências, com uma gentileza mentirosa. Já sobre segundo, ressalta o método alemão de acumulação de riqueza, baseado em virtudes como a honestidade, mas que resumem a vida destes a um mero ciclo de acúmulo de dinheiro. Já os russos... Ah, os russos, são aqueles que não conseguem dominar suas emoções e consequentemente não conseguem mudar seus destinos. São fatalistas e cheios de complexos.
Mesmo assim, Dostoievski não pretende fazer nenhum juízo de valor. Apenas descreve e até os compreende, justificando inclusive suas ações sob a ótica do seu próprio pessimismo quanto à mudança da natureza humana.
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FICHA TÉCNICA
Título: El Jugador
Autor: Fiodor M. Dostoievski
Editora: Akal
ISBN: 844602364-4
Ano de publicaçao: 2006
Página: 185
O seu lugar entre os melhores romances de língua inglesa é inquestionável. Considerado a primeira obra romântica moderna da literatura inglesa, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, contem todas as características de uma obra que agrada qualquer leitor em qualquer momento histórico.
A obra retrata a vida pacata em uma sociedade rural do século XIX; e conta sobre os iniciais desentendimentos e mais tarde mútua compreensão entre Elizabeth Bennet e Darcy. No entanto, apesar do belo romance entre os personagens, ele não é o tema principal do livro.
Na verdade, a história trata de como as idéias apressadas que construímos uns sobre os outros, acabam por destruir as relações humanas. Não foi por acaso que Austen deu a sua obra o título de Primeiras Impressões, mudado posteriormente para Orgulho e Preconceito, que de alguma forma se relaciona à maneira em que Elizabeth e Darcy se viram pela primeira vez.
Publicado pela primeira vez em 1813, o livro desde o seu lançamento teve uma grande aceitação, convertendo-o em um dos romances mais populares da autora. Resultado talvez de um argumento bem construído e dos diálogos ágeis que atacam os vícios clássicos da sociedade.
*************************
EXTRAS:
E-book (É necessário ter instalado o e-mule para descarregar)
Filme (Última adaptação da obra para o cinema)
A obra retrata a vida pacata em uma sociedade rural do século XIX; e conta sobre os iniciais desentendimentos e mais tarde mútua compreensão entre Elizabeth Bennet e Darcy. No entanto, apesar do belo romance entre os personagens, ele não é o tema principal do livro.
Na verdade, a história trata de como as idéias apressadas que construímos uns sobre os outros, acabam por destruir as relações humanas. Não foi por acaso que Austen deu a sua obra o título de Primeiras Impressões, mudado posteriormente para Orgulho e Preconceito, que de alguma forma se relaciona à maneira em que Elizabeth e Darcy se viram pela primeira vez.
Publicado pela primeira vez em 1813, o livro desde o seu lançamento teve uma grande aceitação, convertendo-o em um dos romances mais populares da autora. Resultado talvez de um argumento bem construído e dos diálogos ágeis que atacam os vícios clássicos da sociedade.
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EXTRAS:
E-book (É necessário ter instalado o e-mule para descarregar)
Filme (Última adaptação da obra para o cinema)
"Os livros não foram feitos para que acreditemos no que dizem, e sim, para que os analisemos. Quando tomamos um livro, não devemos nos perguntar o que diz, mas o que ele quer nos dizer. "
(Trecho de O Nome da Rosa, pág. 454)
**** E o que estaria Umberto Eco querendo nos dizer com isso?
(Trecho de O Nome da Rosa, pág. 454)
**** E o que estaria Umberto Eco querendo nos dizer com isso?
Enquanto os jornais de todo o mundo todos os dias falam e re-falam da crise americana e seus efeitos para nós, pobres mortais. A publicaçao semanal The New Yorker resolveu fazer o inverso e retirar o dramatismo em torno do tema, trazendo em seu primeiro número de outobro 13 charges que farao rir até mesmo a alta cúpula do sistema financeiro do País.
Ao que tudo indica, hoje, 29 de setembro, comemoramos o aniversário de Miguel de Cervantes, já que em 1547, ano em que nasceu, a tradiçao mandava dar ao recém-nascido o nome do santo do dia. Assim sendo, celebramos hoje o 461º aniversário de nascimento do autor espanhol.E nao apenas nós. O buscador Google aproveitou a data e hoje em seu site espanhol estampa em sua logomarca um louco sonhador montado em seu cavalo, desafiante frente a um moinho de vento. Uma das imagens mais famosas da literatura universal que hoje ressurge ante milhoes de usuários desse buscador, que ao clicarem na imagem de Don Quijote encontrará 20.500.000 referências associadas ao nome de Miguel de Cervantes.
Nós do Arredor de mim nao poderiamos ficar de fora e comemoramos também, só que ao nosso estilo, que nao poderia ser outro que nao indicando um site onde podemos encontrar as Obras Completas do escritor. Aproveitem e boa leitura!

Apesar de Álvaro Pérez, do El País, ter elogiado ao filme Still Walking, do japonês Kore-Eda Hirokazu e ter escrito claramente: Vao assistir, eu terminei indo ver Trovao Tropical, de Ben Stiller. Porque fiz isso? Por favor, nao vamos começar com perguntas filosóficas cuja discussao nao trará uma resposta satisfatória. A verdade é que me divirto com os longas de Ben Stiller e com Trovao Tropical nao foi diferente. O filme me rendeu quase duas horas de distraçao descomprometida.
Em Trovao Tropical, um grupo de atores está gravando um filmes sobre o resgate de um soldado americano durante a Guerra do Vietna. Clichê? Mais impossivel. Com problemas na gravaçao do longa, o diretor resolve colocar os atores em perigo, numa especie de reality sem eles saibam. Só que nessa regiao da Ásia onde vao gravar existe um conflito verdadeiro, no qual eles se envolvem sem perceber, acreditando que tudo nao passa de ficçao.
Com humor e açao, o filme me fez lembrar de Top Gang. Orçado em U$$ 92,000,000,00, um dos poucos méritos do longa é a reuniao de estrelas como Tom Cruise (que devo dizer, faz uma participaçao impagável), Robert Downey Jr. (Iron Man) e Matthew McConaughey (Tudo por dinheiro).
Em resumo, dá para esperar ser exibido na Tela Quente.

Naquela manha quando saiu de casa, logo ao chegar na calçada, ela soube: o outono havia chegado. Nao era preciso que nenhuma garota do tempo lhe dissera. O outono havia chegado. A temperatura ainda parecia a mesma, as folhas seguiam nas árvores, mas o vento... ah, o vento estava diferente. Trazia o cheiro do outono.
Ela ficou uns segundos parada apenas sentindo o aroma ir penetrando devagar pelas suas narinas, invandindo todo o seu corpo e sorriu. O que em outros tempos lhe trazia tristeza, agora lhe fazia feliz, pois nao era apenas o anuncio do inverno que o outono trazia, mas a certeza de que logo ela iria encontrar os seus.

Esteve em San Sebastián no último fim de semana, John Boyne, autor d' O Menino do Pijama Listrado. O escritor irlandês estava para divulgar a adaptaçao de sua obra para a telona, que aqui na Espanha teve a sua pré-estréia durante o Festival de Cinema Internacional de San Sebastián.
Em sua conferência Boyne disse que assistiu o filme pela primeira vez em fevereiro, que de verdade achava a adptaçao boa e que participou ativamente do processo criativo do longa. "Desde o início me preocupei que o filme fosse fiel ao livro, no entanto me importava mais que ele funcionasse como filme em si mesmo", afirmou. "Além de que nao manipulasse as emoçoes dos espectadores, como as vezes é comum no cinema".
Sobre as possiveis reflexoes sobre a cerca que separa os dois meninos na história e os estados de exceçao que existem nos dias atuais, o escritor explicou que, quando escreveu a obra, pensava apenas no holocausto, que possui uma importancia histórica enorme, mas que é normal que o tema sirva de metáfora para outras realidades atuais. O autor se referiu ainda ao conflito irlandês, o qual ele viveu de perto, mas que mesmo assim, esses outros contextos nao estavam em sua mente quando elegeu o tema d'O Menino do Pijama Listrado.
Boyne falou, ainda, da sua surpresa pela repercussao internacional da obra. Admitiu que quando fez o primeiro esboço do livro, sabia que tinha algo grande em maos, realmente poderoso.
A estréia nos cinemas do filme, uma produçao Miramax/Disney, será na Espanha em 26 de setembro.
Ah, o charme do leste europeu... Bem, Praga, a cidade dourada nos esperava e também seus taxistas ávidos por coronas. Eu nunca tinha visto nada parecido. Enquanto tentava me acomodar no banco do carro super-antigo e abrir um tiquinho da janela, porque fazia um calor de matar, o taxímetro corria, ou melhor, voava. Mas, tudo bem, estou em Praga e as coronas sao tao desvalorizadas, que no fim isso num vai dar em nada...
A verdade é que em um trajeto de 5 km, de uns 11 minutos aproximadamente, o cara cobrou quase 1000 coronas, o que significa quase 50 euros, o que definitivamente nao vou converter em reais, porque seria muito depressivo.
Bem, eu até tentei ter um pensamento positivo de que nao fomos enganados, mas só durou uns 2 minutos, ou seja, o tempo de chegar na recepçao do hotel e ver a placa com as tarifas de táxi e perceber que da estaçao de trem, o taxista cobrou quase 3 vezes mais do valor. Nao sei o que foi pior: descobrir o engano e encarar minha raiva contra mim mesma ou ver a cara do recepcionista de "ó, esses turistas, porque nao ligam para o hotel pedindo um táxi? Querem ser passados pra trás..."
A verdade é que em um trajeto de 5 km, de uns 11 minutos aproximadamente, o cara cobrou quase 1000 coronas, o que significa quase 50 euros, o que definitivamente nao vou converter em reais, porque seria muito depressivo.
Bem, eu até tentei ter um pensamento positivo de que nao fomos enganados, mas só durou uns 2 minutos, ou seja, o tempo de chegar na recepçao do hotel e ver a placa com as tarifas de táxi e perceber que da estaçao de trem, o taxista cobrou quase 3 vezes mais do valor. Nao sei o que foi pior: descobrir o engano e encarar minha raiva contra mim mesma ou ver a cara do recepcionista de "ó, esses turistas, porque nao ligam para o hotel pedindo um táxi? Querem ser passados pra trás..."
É hora de virar o jogo! Cansada de tanto escutar histórias de taxistas - e ai me refiro àquelas contatas por eles sobre nós, usuários - resolvi abrir um espaço para fazer justamente o contrário: contar realmente histórias (verídicas) de taxistas com os quais me encontrei nessas férias.
Mas para começar com o pé direito, vou mencionar a graça dos táxis em Barcelona. Olhai, tem coisinha mais fofa no mundo? Eles se tornaram ícone da cidade, meu povo, e isso significa que o quê não falta é souvenir dos táxis: é chaveirinho, é imã de geladeira, é miniatura, é cartão postal... Mas também, desde 1934, eles se distinguem pelas suas cores: são pretos com as portas e capot do porta-malas amarelos.
Mas para começar com o pé direito, vou mencionar a graça dos táxis em Barcelona. Olhai, tem coisinha mais fofa no mundo? Eles se tornaram ícone da cidade, meu povo, e isso significa que o quê não falta é souvenir dos táxis: é chaveirinho, é imã de geladeira, é miniatura, é cartão postal... Mas também, desde 1934, eles se distinguem pelas suas cores: são pretos com as portas e capot do porta-malas amarelos.
Apesar de estar perdendo essa no Brasil, resolvi ajudar nossos internautas que preferem fazer qualquer coisa na vida menos assistir a Propaganda Eleitoral Gratuita na TV, aproveitando a dica do Máquina de Letras.
A idéia é sugerir cinco coisas que você acredite ser melhor do que assistir o horário de propaganda eleitoral gratuita na TV. Pois preparem-se porque ai vai o meu Top 5:
1. Ir para a cama e começar a contar carneirinhos, porque afinal ainda sao 20h30...
2. Organizar a gaveta das meias
3. Catar todo o feijao a ser consumido no mês
4. Procurar no Google por referências de todos os seus colegas de escola
5. Assistir seguidamente à Premoniçao 1, 2 e 3, na tentativa de entender por que de todas aquelas mortes bizarras acontecendo, o povo ainda vai andar naquela montanha-russa assustadora.
Boa sorte pra vocês!!!
A idéia é sugerir cinco coisas que você acredite ser melhor do que assistir o horário de propaganda eleitoral gratuita na TV. Pois preparem-se porque ai vai o meu Top 5:
1. Ir para a cama e começar a contar carneirinhos, porque afinal ainda sao 20h30...
2. Organizar a gaveta das meias
3. Catar todo o feijao a ser consumido no mês
4. Procurar no Google por referências de todos os seus colegas de escola
5. Assistir seguidamente à Premoniçao 1, 2 e 3, na tentativa de entender por que de todas aquelas mortes bizarras acontecendo, o povo ainda vai andar naquela montanha-russa assustadora.
Boa sorte pra vocês!!!
7:30. Mas como, se eu acabo de ir pra cama?
Só mais 10 minutos. Sim, 10, porque 5 nao me servem para nada.
Ok, ok. Chinelos, toalha, ducha. Um pouco de base para nao aparecer com a cara tao amassada. Calca jeans, camiseta. Bolsa.
Nada de café, de novo.
Ônibus lotado.
Padaria... Ainda tenho um tempinho. Hummmm... Brioche com chocolate e café com leite.
Já sao 9h! Corre, Manu, corre!
É hora de bater o ponto...
Ah, preciso de férias!
Só mais 10 minutos. Sim, 10, porque 5 nao me servem para nada.
Ok, ok. Chinelos, toalha, ducha. Um pouco de base para nao aparecer com a cara tao amassada. Calca jeans, camiseta. Bolsa.
Nada de café, de novo.
Ônibus lotado.
Padaria... Ainda tenho um tempinho. Hummmm... Brioche com chocolate e café com leite.
Já sao 9h! Corre, Manu, corre!
É hora de bater o ponto...
Ah, preciso de férias!
"O romancista é, de todos os homens, aquele que mais se parece com Deus: ele é o imitador de Deus" - François Mauriac
A todos esses seres meio-divinos, que sejam festejados amanha, 25 de julho, Dia Nacional do Escritor, e lembrados todos os dias, quando alguém ousar abrir um livro e "acender uma luz no espírito" (Pearl Buck).
A todos esses seres meio-divinos, que sejam festejados amanha, 25 de julho, Dia Nacional do Escritor, e lembrados todos os dias, quando alguém ousar abrir um livro e "acender uma luz no espírito" (Pearl Buck).
Terraças repletas, artistas de rua, um movimento incessante, cores, cheiros, sabores... Barcelona é toda vida. Nela confluem culturas, idiomas, caras e estilos.
Depois de pouco mais de um ano, é bom voltar e ver que a cidade manteve sua intensidade e identidade gravados como os ladrinhos das obras de Gaudí.
Depois de pouco mais de um ano, é bom voltar e ver que a cidade manteve sua intensidade e identidade gravados como os ladrinhos das obras de Gaudí.

O que seria mais importante? A história ou saber contá-la. Os dois são importantes, sem dúvida, apesar de que eu acredite que saber contar às vezes, é o que vale mais. Agora imagine quando as duas coisas (uma boa história e um bom narrador) se encontram. É o caso de Gabriel García Márquez. Jornalista por formação, escritor por vocação, esse colombiano encanta o mundo com sua narrativa fácil e envolvente.
García Márquez não faz mistério, não faz rodeios. Diz-nos o que vai acontecer e a partir daí, o leitor, pode descansar da intriga e dedicar-se inteiramente a leitura para descobrir como tudo aconteceu, conhecer cada personagem e refazer aquele dia
Em 2008 conheci Agatha Christie. Até então não havia lido nada da autora britânica. Em parte por falta de oportunidade e em outra por falta de interesse. Afinal, sempre a tive catalogada em meu cérebro em um tipo de literatura que era não exatamente literatura, mas mero entretenimento para mentes vazias. Que engano...
Publicado em 1939, o livro que no original se chama “Ten Little Niggers”, causou polêmica nos Estados Unidos, por conta dos “negrinhos” do título. Por isso, no mercado americano, a obra levou o nome de “And Then There Were None”.
Se estivesse vivo, Fernando Pessoa, completaria hoje 120 anos, cheios de prosa e poesia. Considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e foi considerado pelo crítico Harold Bloom o mais representativo poeta do século XX junto ao chileno Pablo Nerudo.
Sua vida pareceu-lhe pouca para seu ímpeto de criar. Tanto que criou outras vidas para seguir criando... Ficou famoso por seus heterônimos, o que foi sua principal característica e motivo de interesse por sua pessoa, aparentemente tão pacata. Os heterônimos mais conhecidos foram Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.
"O poeta é um fingidor
Finge tão completamebte
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente"
"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas."
"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia."
Sua vida pareceu-lhe pouca para seu ímpeto de criar. Tanto que criou outras vidas para seguir criando... Ficou famoso por seus heterônimos, o que foi sua principal característica e motivo de interesse por sua pessoa, aparentemente tão pacata. Os heterônimos mais conhecidos foram Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.
"O poeta é um fingidor
Finge tão completamebte
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente"
"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas."
"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia."

“La Catedral Del Mar”, de Idelfonso Falcones, é um romance histórico ambientado na Catalunya medieval. Um livro que alcançou um êxito tremendo não apenas na Espanha, mas em toda Europa. Antes mesmo de ser lançada, em 2006, a obra já havia sido traduzida para vários idiomas.
Sem dúvida, foi uma grande aposta da editora já que essa era a primeira investida de Falcones no mundo literário. Sem embargo não foi uma aposta no escuro. O livro vem na trilha de sucessos como “Pilares da Terra” e “Mundo sem fim” do britânico Ken Follett. E, claro, de seus leitores ávidos por desbravar seu passado através de apaixonantes histórias recheadas de intrigas e violência. Além disso, apesar de ambientadas em séculos remotos, essas obras falam de sentimentos que são experimentados pelos homens até hoje.
Como obra literária, o livro não é tão excepcional, mas tampouco decepciona. A trama é bem construída e envolvente. O leitor descobre as nuances da época feudal espanhola enquanto acompanha o valor de Arnau Etanyol em buscar sua liberdade. Nasceu servo da terra, mas seu pai, Bernat, fugiu com ele ainda recém-nascido para a cidade de Barcelona, onde segundo a lei, após viver um ano e um dia, seriam considerados cidadãos livres.
Mas as coisas não foram tão simples. Por quantas prisões um homem se encontra encarcerado em sua vida? Arnau foi servo da terra, da nobreza, de suas paixões e até mesmo de seu destino.
“Arnau, yo abandone cuanto tenía para que tu pudieras ser libre – le había dicho su padre no hacía mucho -. Abandoné nuestras tierras, que habían sido propiedad de los Etanyol durante siglos, para que nadie pudiera hacerte a ti lo que me habían hecho a mí, a mi padre y al padre de mi padre..., y ahora volvemos a estar en las mismas, al albur capricho de los que se llaman nobles; pero con una diferencia: podemos negarnos. Hijo, aprende a usar la libertad que tanto esfuerzo nos ha costado alcanzar. Sólo a ti corresponde decidir.
¿De veras podemos negarnos, padre? – Las botas Del soldado volvieron a pasar frente a sus ojos -. No hay libertad con hambre. Vos ya no tenéis hambre, padre. ¿Y vuestra libertad?” (Pág. 183)
Todas as intempéries por as quais passou Arnau foram acompanhadas por sua mãe, a Virgem do Mar, cuja Catedral foi construída durante os 55 anos em que se passa a história. Uma Catedral construída pelo povo e para o povo. Ali, Arnau depositou seu sangue, sua fé e seu trabalho.
“- La gente se arrodilla en el suelo – le dijo también en un susurro señalando a los parroquianos -, pero además están rezando.
- ¿Y qué vas a hacer tu?
- Yo no rezo. Estoy hablando con mi madre. Tú no te arrodillas cuando habla con tu madre, ¿verdad?
Joanet lo miró. No, no lo hacía...
(...)
Arnau a través de la oscuridad, el aire y el titilar de las decenas de velas, observó como los labios de la pequeña figura de piedra se curvaban en una sonrisa.
-¡Joanet!
-¿Qué?
Arnau señaló a
********
FICHA TÉCNICA
Título: La catedral Del Mar
Autor: Idelfonso Falcones
Editora: De Bolsillo
Ano da Publicação: 2008
Primeira Edição: 2006
ISBN: 978-84-8346-619-3
700 páginas

O último herói da Marvel a parar na grande tela é Iron Man, o milionário da indústria de armas Tony Stark vítima de um atentado no Afeganistao, mantido preso e obrigado a montar um míssil. No entanto, Stark resolve utilizar o material bélico facilitadi para criar uma espécie de armadura para fugir do cativeiro.
Como nao poderia deixar de ser, esse episódio - e o agravante de levar em seu coraçao estilhaçoes de uma bomba que podem matá-lo se chegar ao coraçao - mudam a sua vida. Agora, o jovem fútil e rico, o "homem que tem tudo e nao tem nada", se transforma no Homem de Ferro, que segundo suas próprias palavras "tem mais para oferecer ao mundo que criar armas". Um dos sucessivos clichês que encontramos no filme como quando ele pede um cheesburger logo que chega aos Estados Unidos depois de conseguir fugir do cativeiro ou comenta que "eu deveria estar morto. Isso deve ter acontecido por alguma razao!"
Pela necessidade de explicar ao espectador a origem de nosso herói, faz com que a narrativa se torne um pouco lenta em alguns momentos. O melhor do filme, sem dúvida, é o enfrentamento final de nosso herói e seu antagonista. Destaque aos efeitos especiais, muito bem feitos e a armadura do nosso Homem de Ferro, belíssima! O modelo dourado e vermelho foi inspirado no visual atual dos quadrinhos, tal como moldado pelo desenhista Adi Granov.
FICHA TÉCNICA
Título: Homem de Ferro
Gênero: Açao
Diretor: Jon Favreau
ELENCO
Robert Downey Jr - Tony Stark / Iron Man
Terrence Howard - Jim Rhodes
Gwyneth Paltrow - Virginia "Pepper" Potts
Jeff Bridges - Obadiah Stane / Iron Monger
Samuel L. Jackson - Nick Fury

Em tempos de câmeras digitais sendo disparadas sempre e em todo o lugar, foi maravilhoso ir a exposiçao do fotografo israelense Ilan Wolff. Conhecido como artesao da fotografia, esse artista utiliza a antiga técnica da câmera escura para o seu trabalho.
Estao em exposiçao várias obras obtidas através de latas e caixas de sapatos, além do uso de "forças da natureza", sao fotos conseguidas através da utilizaçao dos quatro elementos (água, terra, fogo e ar) em contato com o papel fotográfico. Sao criaçoes puras sem Photoshop ou qualquer tipo de tecnologia.
A exposiçao dedica uma boa parte para fotografias tiradas em sua estada na cidade de San Sebastián. Uma delas, um grande mural de 30 metros por 1,27, que tirou sob a luz da lua no estádio de Anoeta com a ajuda de quarenta voluntários em setembro do ano passado.
Sem dúvida, uma mostra onde a protagonista nao é outra senao a fotografia.
"El Profesor no perdió la oportunidad de dejarlo claro.
- La humanidad debe vivir en un mundo unido, donde se mezclen las razas, lenguas, costumbres y sueños de todos los hombres. El nacionalismo repugna a la razón. En nada beneficia a los pueblos. Sólo sirve para que en su nombre se comentan los perores abusos."
(Trecho do livro De amor y de sombra, de Isabel Allende)
"A internet tem uma vantagem, você pode fazer o que quiser. É o último reduto da liberdade de imprensa e, felizmente, aqui no Brasil, está nascendo algo similar ao que já existe nos Estados Unidos. A blogosfera está se transformando em um espaço de debate político relevante".
Paulo Henrique Amorim, em entrevista à Revista Fórum
Paulo Henrique Amorim, em entrevista à Revista Fórum

Dirigido por Francis Lawrence ("Constantine"), "Eu Sou a Lenda" é a terceira adaptação do livro homônimo de Richard Matheson para o cinema. Em 1964, Vincent Price ("Edward Mãos de Tesoura") estrelou "Mortos Que Matam" e, em 1971, Charlton Heston ("Planeta dos Macacos") protagonizou "A Última Esperança da Terra".
O início é empolgante e a trama parece estar bem amarrada, com flashbacks que explicam algumas coisas, vão deixando o espectador curioso por saber o que havia acontecido com a raça humana. No entanto, o enredo não convence. Todos os dias Neville sai para buscar comida nas casas, caçar animais e “alugar” DVDs numa locadora repleta de manequins com os quais ele trava pequenos diálogos.
Além disso, surgem dois personagens do nada, que estavam em um barco de evacuação da cruz vermelha que saiu de São Paulo, em trânsito para a comunidade de sobreviventes de Vermont certos de que Deus tem um plano para todos. Isso mesmo... O diálogo não convence, na verdade, está completamente deslocado, tendo em vista que estamos falando de um mundo pós-apocalíptico e de um cientista...
Isso sem mencionar o final, que por certo não irei contar aqui, mas que é decepcionante com aquelas narrações em off explicando o filme, para caso alguém não tivesse entendido...
Ficha Técnica
Título Original: I Am Legend
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: wwws.br.warnerbros.com/iamlegend
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Direção: Francis Lawrence
Elenco:
Will Smith (Robert Neville)
Alice Braga (Anna)
Salli Richardson (Ginny)
Paradox Pollack (Alpha)
Charlie Tahan (Ethan)
Michael Ciesla (Refugiado
Comecei a leitura de “El niño con el pijama de rayas” no sábado, depois de ouvir várias opiniões favoráveis ao livro. Na verdade, não tinha idéia do que se tratava, mas aqui na Espanha, é um best-seller e diante das circunstancias, fiquei imaginando o que teria esse livro, porque suscita tanta emoção nas pessoas etc.Na história, nosso protagonista tem que mudar-se com sua família para o campo de concentração de Auschwitz. O menino deixa para trás a vida tranqüila em Berlin, em uma casa estupenda, para viver junto a uma cerca do campo de concentração. Da janela de seu quarto, vê muitos homens e crianças com “pijamas listrados”. O que desperta sua curiosidade e o faz explorar o que há do outro lado da cerca, onde conhece um dos meninos com pijama de listras.
Apesar do enredo criativo, o autor não conseguiu me envolver na trama e emocionar-me como outros ao tratar do mesmo tema – “O Diário de Anne Frank” e “A menina que roubava livros”. O que poderia ser uma visão cândida, me parece mais ignorante, já que apesar da pouca idade, é praticamente impossível que o menino seguisse por toda a obra sem dar-se conta do que passava do outro lado do alambrado.
“Seu irmão se aproximou da janela e, enquanto contemplava aquelas centenas de pessoas que andavam e perambulavam distantes, reparou que todos os meninos pequenos, os meninos não tão pequenos, os pais, os avôs, os tios, os homens que viviam nas ruas e que pareciam não ter família, usavam um pijama cinza de listras e um gorro cinza de listras.
- Que curioso, murmurou e se afastou da janela.”
*******************
FICHA TÉCNICA
Título: El niño con el pijama de rayas
Autor: John Boyne
Editora: Salamandra
ISBN: 978-84-9838-079-8
Número de Páginas: 224
Além de dar a famosa "carteirada", ainda consegui que publicassem a matéria. Para conferir, clique aqui.
É horrível fazer referencia ao que já passou, mas sinto-me pior se não comentar que ontem, dia 23 de abril, comemoramos o Dia Mundial do Livro. Acho que não me sinto tão mal em lembra-lo aqui um dia depois, porque posso justificar-me, já que no Dia do Livro ao invés de estar aqui escrevendo, estava aproveitando as promoções para comprar livros!
Aqui em Donostia/San Sebastián as principais livrarias montaram stands numa as principais praças da cidade e venderam com desconto todos livros. Foi um momento que misturo prazer e dor. A parte boa, claro, era a abundancia de livros a nossa disposição em um único lugar. Já a ruim, era não ter dinheiro para levar todos...
Eu rodei toda a feira para me presentear com apenas dois, mas quero crer que foram bem escolhidos: “La Catedral del Mar”, do escritor catalão Ildefonso Falcones; e o clichê “El amor en los tiempos del Cólera”, de García Márquez.
Aqui em Donostia/San Sebastián as principais livrarias montaram stands numa as principais praças da cidade e venderam com desconto todos livros. Foi um momento que misturo prazer e dor. A parte boa, claro, era a abundancia de livros a nossa disposição em um único lugar. Já a ruim, era não ter dinheiro para levar todos...
Eu rodei toda a feira para me presentear com apenas dois, mas quero crer que foram bem escolhidos: “La Catedral del Mar”, do escritor catalão Ildefonso Falcones; e o clichê “El amor en los tiempos del Cólera”, de García Márquez.
Como uma coisa leva a outra e um link leva a outro site, hoje navegando pelo Máquina de Letras, encontrei o Cena 7 e daí, o Orlando Pedroso, que assina a ilustração abaixo, em homenagem a uma pessoa querida que apesar de ter um corpo cearense, vive sob os 45° a sombra de Teresina...
Peguei “Ciudad de Dios” na biblioteca. Não havia lido em português e agora parecia ser uma oportunidade de ler, mas em castellano.
Eu disse, oportunidade? Ah, foi isso que eu pensei até ler “Zé Miúdo”... Por Deus!!! É Zé Pequeno, porra!
E não conseguir ir mais além...
Eu disse, oportunidade? Ah, foi isso que eu pensei até ler “Zé Miúdo”... Por Deus!!! É Zé Pequeno, porra!
E não conseguir ir mais além...

Dois mundos: um real e um mágico. No entanto, os dois extremamente cruéis e desoladores. "El laberinto del fauno" não se trata de um filme meramente fantástico como muitos esperam. A realidade mágica não serve de escape para Ofélia (Ivana Baquero), de 13 anos, que convive com a mãe, Carmen (Ariadna Gil), grávida em estado avançado e com muitas complicações e o padrasto, Vidal (Sergi López), que é capitão fascista durante o pós-guerra na Espanha.
Ao contrário, nesse mundo mágico com fadas e faunos, a menina, que acredita-se ser uma princesa do mundo subterrâneo que fugiu a muito tempo, terá que vencer três provas para poder regressar a esse mundo mágico.
Na realidade, a jornada empreendida pela menina pode ser comparada, a grosso modo, com a luta dos rebeldes contra o capitão Vidal. São sobreviventes que, apesar de não verem muito além da dor e do desespero e não vislumbrarem uma vitória real, seguem persistindo. Esse núcleo do filme é extremamente humano e conflituoso, que cria no longa um contexto social e histórico muito rico.
Não obstante, o filme sinaliza para alternativas mais esperançosas. Num determinado momento, quando Ofélia está presa em seu quarto, a jovem diz ao fauno que não pode sair, porque “a porta está fechada” e o fauno entregando-lhe um giz mágico lhe responde “pois faça a sua própria porta”. Não faltam, ainda, aquela que se sacrifica pelo inocente, o castigo do vilão e o final feliz da protagonista.
Ao contrário, nesse mundo mágico com fadas e faunos, a menina, que acredita-se ser uma princesa do mundo subterrâneo que fugiu a muito tempo, terá que vencer três provas para poder regressar a esse mundo mágico.
Na realidade, a jornada empreendida pela menina pode ser comparada, a grosso modo, com a luta dos rebeldes contra o capitão Vidal. São sobreviventes que, apesar de não verem muito além da dor e do desespero e não vislumbrarem uma vitória real, seguem persistindo. Esse núcleo do filme é extremamente humano e conflituoso, que cria no longa um contexto social e histórico muito rico.
Não obstante, o filme sinaliza para alternativas mais esperançosas. Num determinado momento, quando Ofélia está presa em seu quarto, a jovem diz ao fauno que não pode sair, porque “a porta está fechada” e o fauno entregando-lhe um giz mágico lhe responde “pois faça a sua própria porta”. Não faltam, ainda, aquela que se sacrifica pelo inocente, o castigo do vilão e o final feliz da protagonista.

Um dos grandes romances da literatura inglesa, "Razao e Sensibilidade", de Jane Austen, explora a sutileza e ironia da sociedade no século XVIII, através das irmas Elionor e Marianne. Bonitas e inteligentes, mas antagônicas em personalidade, representam duas respostas femininas (razao e sensibilidade) à hipocrisia de um tempo quando o que mais importava eram os bens materiais e as posiçoes sociais. No entanto, apesar de reagirem de forma distinta, quando estao diante do amor, as irmas respondem aos sentimentos de forma semelhante.
Algumas citaçoes do livro:
"Nao é o momento ou a oportunidade que geram amizade e confianza, e sim, a inclinaçao de um ser a outro. Sete anos sao, talvez, insuficientes para que duas pessoas possam se conhecer, nao obstante, para outras bastam sete dias". (pág. 54)
"O triunfo de me ver vencida será acessível a todos, Elionor. Os que sofrem nao podem ser tao orgulhosos e independentes como lhes pareçam (somente podem resistir ao insulto ou devolver a mortificaçao)." (pág. 154)
"Depois de tudo, Marianne, o que me parece atraente na idéia de um só amor constante, tudo aquilo que se pode dizer e imaginar de uma felicidade casada com uma só pessoa, é um sonho que nao se encaixa na realidade." (pág. 213) Aos interessados em ter o e-book de "Razao e Sensibilidade", é só clicar aqui. É necessário ter o programa E-mule instalado em seu computador.
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DADOS TÉCNICOS
Título: Sentido y Sensibilidad (lido em Castelhano)
Autora: Jane Austen
Editora: Plaza Janés
Ano da Publicaçao: 1998
ISBN: 84-01-01108-6
312 páginas
"Quando nossa inteligência nao está disposta a deixar-se convencer, encontra sempre algo onde apoiar a dúvida"
Jane Austen
Jane Austen
(Fragmento do livro "Razao e Sensibilidade", livro que está em minha cabeceira atualmente)
Até agora para mim, Isabel Allende era sinônimo de ficção. Sua capacidade de nos envolver em seu ambiente mágico com seus espíritos, seus idiomas do coração, seus animais totêmicos, vinha me fascinando nos últimos anos. Com "Paula", no entanto, descobri a Isabel mulher, mãe, avó. A mulher lutadora, mas também cheia de contradições como todas nós mulheres.
O livro é um relato comovente, pessoal e íntimo. Foi escrito quando estava em Madri (Espanha) para o lançamento de Plano Infinito e sua filha, Paula, entrou em coma. Junto ao leito da filha ela começou a escrever em seu caderno de recordações suas angustias enquanto lembrava de outros momentos vividos em família.
“Escuta, Paula, vou lhe contar uma história para que quando acorde não esteja tão perdida”.
Mas o que poderia ser um mero relato num caderno, com o passar dos meses, foi se convertendo num livro revelador.
“- Porque chora? – me perguntou com uma voz desconhecida.
- Porque tenho medo. Te amo, Paula.
- Eu também te amo, mamãe...
Isso foi o último que me disse, filha. Instantes depois você delirava recitando números, os olhos fixos no teto. Ernesto e eu ficamos ao seu lado durante toda à noite, consternados, revezando a única cadeira disponível, enquanto em outras camas da enfermaria agonizavam uma anciã, gritava uma mulher demente e tentava dormir uma cigana desnutrida e marcada por golpes”.
Acompanhamos essa experiência, que a própria Isabel define como de “imobilidade”.
“Passei quarenta e nove anos perseguindo metas que não me lembro, em nome de algo que sempre estava mais adiante. Agora estou obrigada a permanecer quieta e calada, por muito que corra não chego a nenhum lugar, se grito ninguém me escuta. Você tem me dado silencio para examinar minha trajetória nesse mundo, Paula, para retornar ao passado verdadeiro e ao passado fantástico, recuperar as memórias que outros esqueceram, lembrar o que nunca aconteceu e que talvez nunca acontecerá”.
********************
DADOS TÉCNICOS
Título: Paula
Autora: Isabel Allende
Editora: Plaza & Janés Editores S.A.
Ano de publicação: 1994
ISBN: 84-01-38523-7
366 Páginas
O livro é um relato comovente, pessoal e íntimo. Foi escrito quando estava em Madri (Espanha) para o lançamento de Plano Infinito e sua filha, Paula, entrou em coma. Junto ao leito da filha ela começou a escrever em seu caderno de recordações suas angustias enquanto lembrava de outros momentos vividos em família.
“Escuta, Paula, vou lhe contar uma história para que quando acorde não esteja tão perdida”.
Mas o que poderia ser um mero relato num caderno, com o passar dos meses, foi se convertendo num livro revelador.
“- Porque chora? – me perguntou com uma voz desconhecida.
- Porque tenho medo. Te amo, Paula.
- Eu também te amo, mamãe...
Isso foi o último que me disse, filha. Instantes depois você delirava recitando números, os olhos fixos no teto. Ernesto e eu ficamos ao seu lado durante toda à noite, consternados, revezando a única cadeira disponível, enquanto em outras camas da enfermaria agonizavam uma anciã, gritava uma mulher demente e tentava dormir uma cigana desnutrida e marcada por golpes”.
Acompanhamos essa experiência, que a própria Isabel define como de “imobilidade”.
“Passei quarenta e nove anos perseguindo metas que não me lembro, em nome de algo que sempre estava mais adiante. Agora estou obrigada a permanecer quieta e calada, por muito que corra não chego a nenhum lugar, se grito ninguém me escuta. Você tem me dado silencio para examinar minha trajetória nesse mundo, Paula, para retornar ao passado verdadeiro e ao passado fantástico, recuperar as memórias que outros esqueceram, lembrar o que nunca aconteceu e que talvez nunca acontecerá”.
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DADOS TÉCNICOS
Título: Paula
Autora: Isabel Allende
Editora: Plaza & Janés Editores S.A.
Ano de publicação: 1994
ISBN: 84-01-38523-7
366 Páginas
Eu, nascida e criada no Ceará, treinada para encontrar uma sombra e um pé de planta pra me escorrar, sempre me surpreendia ao ver as imagens dos europeus estirados no sol feito lagartixa. Agora, posso dizer que é uma sensaçao única. Uma das melhores que senti. É assim: depois de um período de frio intenso, você dá de cara com um céu limpo, sem nuvens, um sol brilhando... Ai, você pára e fica quietinho, fecha os olhos e apenas sente o calor entrando devagarinho pela sua roupa, invadindo cada cantinho do seu corpo, confortando e devolvendo vida...
Os espanhóis levam mesmo a sério esta história de "Vacaciones de Semana Santa" e eu, que nao sou boba nem nada, aproveitei ao máximo esse período. Viajei pra Itália no dia 15 e por conta de ter perdido o vôo do dia 25, retornei apenas ontem às terras de Cervantes.Foram dias intensos e até agora estou surpresa com a quantidade de experiencias que podemos ter em tao pouco tempo. Houve alegria e também stress. Sol, chuva, frio e neve. Ah, teve muita massa e, ainda, McDonalds e sanduiche de atum.
Teve caipirosca, vinho, licor, verdi, mosto, além de suco de pera. Velhos e novos amigos... Almoço de Páscoa em família e muito chocolate. Passei por Roma, Firenze, Pisa e San Marino. Viajei de ônibus, de trem e de aviao...
E consegui voltar viva. Talvez mais viva do que quando parti.

Há uns dez anos fui à Paulo Afonso (BA) e logo na entrada da hidroelétrica existia uma escultura chamda de "O Touro e a Sucuri", que simboliza o domínio da natureza pelo homem. Ao lado, uma estrofe do poema "Espumas Flutuantes" de Castro Alves em homenagem à Cachoeira.
Mas a verdade é que, a cada dia, nos damos conta que o homem nao exerce nenhum domínio sobre a natureza. Ao contrário, a natureza oferece à humanidade o que possui de melhor, desde que se seja respeitada e se aprenda a conviver com ela em harmonia. No entanto, quando a natureza demosntra seu poder e furia, o homem muito pouco pode fazer. Em alguns casos, apenas recolher os destroços.
Ontem, aqui em San Sebastián onde estou vivendo as pessoas conheceram a furia da natureza. Ondas de mais de 12 metros de altura e fortes ventos trouxeram destruiçao a boa parte da cidade. Centros comerciais, hotéis e lojas inundados; carros destroçados; o porto fechado; embarcaçoes partidas ao meio... O cenário devastador pode ser observado com certa segurança depois de três horas de um temporal que nao cessava em toda costa gipuzkoana.
"Daqui a cinco anos você estará bem próximo de ser a mesma pessoa que é hoje, exceto por duas coisas: os livros que ler e as pessoas de quem se aproximar."
Charles Jones
José Luis Rodríguez Zapatero foi reconduzido ao cargo de Presidente de Governo da Espanha depois das eleiçoes gerais que ocorreram ontem, dia 09/03.
Apesar de ter acompanhado pouco mais de um mês e meio o período que antecedeu o processo eleitoral em si, posso dizer que a vitória do socialista se deu em parte nao à convicçao da populaçao em suas propostas, mas ao medo de que os populares voltassem ao poder.
Isso me lembrou um pouco as últimas eleiçoes no Brasil. Depois da grande festa democrática-popular que acompanhamos em 2002, parte dos brasileiros em 2006 confirmou seu voto ao candidato do Partido dos Trabalhadores por receio que os tucanos e DEMagogos voltassem a governar o País. O que me leva a crer que essa atitude desesperançada parece ressoar em todos os cantos.
Apesar de ter acompanhado pouco mais de um mês e meio o período que antecedeu o processo eleitoral em si, posso dizer que a vitória do socialista se deu em parte nao à convicçao da populaçao em suas propostas, mas ao medo de que os populares voltassem ao poder.
Isso me lembrou um pouco as últimas eleiçoes no Brasil. Depois da grande festa democrática-popular que acompanhamos em 2002, parte dos brasileiros em 2006 confirmou seu voto ao candidato do Partido dos Trabalhadores por receio que os tucanos e DEMagogos voltassem a governar o País. O que me leva a crer que essa atitude desesperançada parece ressoar em todos os cantos.
Dizem que no amor e na guerra vale tudo. Os que defendem essa idéia, o fazem pensando nas tácticas, nas estratégias para alcançar seus objetivos sejam eles sentimentais ou políticos. No entanto, existem outras nuances que unem o amor e a guerra e são esses matizes que o escritor donostierra, Ramón Saizarbitoria, trata em seu livro "Amor y Guerra".
Com racionalidade e uma frieza até mesmo venenosa, o autor investiga o lado mais tenso das relações: quando o amor começa a se transformar em uma luta de trincheiras e os vínculos de um casal se aproximam perigosamente do desencanto bélico.
"Minha esposa se chamava Flora. Decidi matá-la no dia em que, levantando a camisola até a altura da cintura, sentou-se de cavalinho e beliscou os peitinhos com a evidente intenção de agradarme".
É assim que começa essa história. O autor não faz segredo do fato que está por vir, porque o interesante não é o feito em si, mas como o nosso personagem, um cinquentão vendedor de enciclopédias, chega a essa decisão. Tampouco pondera as palavras. Daí, a inquietude que o livro proporciona. É uma obra rotunda e irônica que nos mostra o lado mais ácido do escritor Ramón Saizarbitoria.
***************
FICHA TÉCNICA
Título: Amor y Guerra
Autor: Ramón Saizarbitoria
Editora: Espasa Narrativa
ISBN:84-239-7952-0
Ano da publicação: 1999
238 páginas
Com racionalidade e uma frieza até mesmo venenosa, o autor investiga o lado mais tenso das relações: quando o amor começa a se transformar em uma luta de trincheiras e os vínculos de um casal se aproximam perigosamente do desencanto bélico.
"Minha esposa se chamava Flora. Decidi matá-la no dia em que, levantando a camisola até a altura da cintura, sentou-se de cavalinho e beliscou os peitinhos com a evidente intenção de agradarme".
É assim que começa essa história. O autor não faz segredo do fato que está por vir, porque o interesante não é o feito em si, mas como o nosso personagem, um cinquentão vendedor de enciclopédias, chega a essa decisão. Tampouco pondera as palavras. Daí, a inquietude que o livro proporciona. É uma obra rotunda e irônica que nos mostra o lado mais ácido do escritor Ramón Saizarbitoria.
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FICHA TÉCNICA
Título: Amor y Guerra
Autor: Ramón Saizarbitoria
Editora: Espasa Narrativa
ISBN:84-239-7952-0
Ano da publicação: 1999
238 páginas
Foi em 11 de setembro de 1973 que aconteceu. Augusto Pinochet destruiu a democracia no Chile e deu início a um período negro no País. Nesse dia, ele bombardeou o Palácio de la Moneda. Como tudo aconteceu? É isso que nos conta Óscar Soto, no livro "El último día de Salvador Allende - crónica del asalto de la Moneda contada por sus protagonistas".
Soto estava no Palácio, pois era médico particular e grande amigo do então presidente Salvador Allende. Assim, pôde narrar os fatos que antecederam o golpe até o dia de sua execução de um ponto de vista privilegiado.
Logo na introdução, Soto deixa claro que o livro não é neutro. Ao contrário, "está comprometido com as batalhas de um povo consciente, que se esforá por ser livre e soberano e ganhar, no futuro, o direito a decidir se destino". Segundo ele, o livro é um testemunho e, também, uma denúncia da traiçao de Pinochet. Diz, ainda, que o livro se publica na Espanha porque acredita que tinha que ser num ambiene de liberdade de pensamento e tolerancia, coisa que ainda nao existe no Chile.
Apesar de médico por formação, Soto consegue desenvolver uma narrativa envolvente e dinâmica, além de emocionante carregada de recordações.
Hortensia Bussi, esposa de Salvador Allende, assina a apresentação do livro.
********************
FICHA TÉCNICA
Título: El último día de Salvador Allende - crónica del asalto al palácio de la Moneda contada por sus protagnistas
Autor: Óscar Soto
Editoras: Ediciones El País y Grupo Santillana de Ediciones
ISBN: 84-03-59387-2
Número de páginas: 281
Ano da publicação: 1998
Soto estava no Palácio, pois era médico particular e grande amigo do então presidente Salvador Allende. Assim, pôde narrar os fatos que antecederam o golpe até o dia de sua execução de um ponto de vista privilegiado.
Logo na introdução, Soto deixa claro que o livro não é neutro. Ao contrário, "está comprometido com as batalhas de um povo consciente, que se esforá por ser livre e soberano e ganhar, no futuro, o direito a decidir se destino". Segundo ele, o livro é um testemunho e, também, uma denúncia da traiçao de Pinochet. Diz, ainda, que o livro se publica na Espanha porque acredita que tinha que ser num ambiene de liberdade de pensamento e tolerancia, coisa que ainda nao existe no Chile.
Apesar de médico por formação, Soto consegue desenvolver uma narrativa envolvente e dinâmica, além de emocionante carregada de recordações.
Hortensia Bussi, esposa de Salvador Allende, assina a apresentação do livro.
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FICHA TÉCNICA
Título: El último día de Salvador Allende - crónica del asalto al palácio de la Moneda contada por sus protagnistas
Autor: Óscar Soto
Editoras: Ediciones El País y Grupo Santillana de Ediciones
ISBN: 84-03-59387-2
Número de páginas: 281
Ano da publicação: 1998
As manchetes dos jornais espanhóis e, certamente, os de todo o mundo estampam a “retirada” de Fidel Castro do Governo cubano. Começam as especulações sobre a “transição”, debates sobre o possível modelo a ser adotado, talvez o Comunismo de Mercado, utilizado na China... Todo esse alvoroço da mídia me surpreende porque o Comandante já estava retirado desde que sentiu a debilidade de sua saúde. Além disso, o que significa “retirar-se”?
Quero dizer que a sensação que tenho é de que Casto desde que se afastou e deixou seu irmão Raul no poder interinamente já dava início à “transição”. Uma transição a seu modo, ou seja, dirigida por ele à distância. Um processo que segue. Talvez, vislumbramos agora uma segunda etapa desse afastamento, agora não apenas físico, mas institucional.
De todos os modos, é difícil para eu imaginar que Fidel se permitisse estar à margem de qualquer processo em Cuba, quanto mais um processo de mudança. Assim que percebo os acontecimentos como dentro de uma estratégia do Comandante.
Quero dizer que a sensação que tenho é de que Casto desde que se afastou e deixou seu irmão Raul no poder interinamente já dava início à “transição”. Uma transição a seu modo, ou seja, dirigida por ele à distância. Um processo que segue. Talvez, vislumbramos agora uma segunda etapa desse afastamento, agora não apenas físico, mas institucional.
De todos os modos, é difícil para eu imaginar que Fidel se permitisse estar à margem de qualquer processo em Cuba, quanto mais um processo de mudança. Assim que percebo os acontecimentos como dentro de uma estratégia do Comandante.

Realismo mágico e aventura. A cada novo livro, a chilena Isabel Allende consegue utilizar esses dois ingredientes com maestria. Em “La ciudad de las bestias”, a autora nos apresenta Alexander Cold, um adolescente americano de 15 anos, que parte ao Amazonas com sua avó, a jornalista Kate Cold, em busca de uma besta gigante que tem assustado os moradores do local. Lá, Alexander conhece a brasileira Nadia Santos, garota de 13 anos que se converte em sua melhor amiga e companheira nessa aventura que empreendem num mundo desconhecido, cheio de magia.
Os garotos conhecem um poderoso chama indígena, visitam a Cidade das Bestas, e tornam-se amigos do “povo da neblina”, uma tribu indígena que tem o poder de tornar-se invisível e assim, tem se mantido a milhares de anos longe dos homens brancos e mantido suas traduções.
“La ciudad de las bestias” é o primeiro livro de uma trilogía. O segundo é “El Reino del Dragón de Oro”, o qual já falamos aqui.
Trecho escolhido:
“Aos pés do tepui, percebeu que a vida estava cheia de surpresas. Antes, não acreditava no destino, parecia-lhe um conceito fatalista, acreditava que cada um era livre para viver como quisesse e ele estava decidido a fazer algo bom da sua, a triunfar e ser feliz. Agora, tudo isso parecia absurdo. Já não podia confiar somente na razão, tinha encontrado o território incerto dos sonhos, da intuição e da magia. Existia um destino e às vezes teria que se lançar à aventura e sair improvisando de qualquer jeito, tal como havia feito quando sua avó lhe lançou à água aos quatro anos e teve que aprender a nadar. Não tinha mais remédio que mergulhar nos mistérios ao seu redor”. (Pág. 188 - Tradução minha)
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Os garotos conhecem um poderoso chama indígena, visitam a Cidade das Bestas, e tornam-se amigos do “povo da neblina”, uma tribu indígena que tem o poder de tornar-se invisível e assim, tem se mantido a milhares de anos longe dos homens brancos e mantido suas traduções.
“La ciudad de las bestias” é o primeiro livro de uma trilogía. O segundo é “El Reino del Dragón de Oro”, o qual já falamos aqui.
Trecho escolhido:
“Aos pés do tepui, percebeu que a vida estava cheia de surpresas. Antes, não acreditava no destino, parecia-lhe um conceito fatalista, acreditava que cada um era livre para viver como quisesse e ele estava decidido a fazer algo bom da sua, a triunfar e ser feliz. Agora, tudo isso parecia absurdo. Já não podia confiar somente na razão, tinha encontrado o território incerto dos sonhos, da intuição e da magia. Existia um destino e às vezes teria que se lançar à aventura e sair improvisando de qualquer jeito, tal como havia feito quando sua avó lhe lançou à água aos quatro anos e teve que aprender a nadar. Não tinha mais remédio que mergulhar nos mistérios ao seu redor”. (Pág. 188 - Tradução minha)
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Dados técnicos:
Título: La ciudad de las bestias
Autora: Isabel Allende
Editora: Areté
Ano da publicação: 2002
ISBN: 84-01-34166-3
299 páginas
Durante o Máster que estou fazendo em San Sebastián, España, terei que desenvolver um Projeto de Comunicação Institucional, na Diputación Foral de Gipuzkoa. Como esse projeto está relacionado com internet, web 2.0, novas tecnologias... Pensei que seria interessante criar um novo blog, o Heri neuk ere egingo nuke. Parece estranho, mas é que o nome está em Euskera, idioma co-oficial do País Vasco, e significa "Isso eu também posso fazer", exclusivo para compartilhar essa minha experiência profissional e também pessoal aqui no Velho Mundo.
Fica a dica para quem quiser conferir.
Fica a dica para quem quiser conferir.

Era criança quando José Sarney governou o País. Nunca o havia imaginado escritor, pois essa figura que guardei ainda menina persistia em minha mente com direito a faixa presidencial e a inflação galopante. Para desmistificar um pouco e conhecer o Sarney da Academia Brasileira de Letras, resolvi ler Saraminda. E como gostei do livro! Talvez seja bom não esperar muito de uma obra para estarmos livres de pré-conceitos e nos permitir a surpresa, o conhecer um outro universo.
Em Saraminda, Sarney evidencia sua capacidade em reconstituir o período histórico onde transcorre a história: o garimpo do Amapá, quando a região estava em disputa entre Brasil e Guiana Francesa, no final do século XIX. Uma terra onde o ouro brotava no meio da mata hostil e determinava a vida das pessoas. Poucos se fizeram ricos com ele como Cleto Bonfim e Clément Tamba. A maioria, morria pela sede do ouro por sangue, como dizia o capataz de Cleto, Celestino Gouveia.
Mas no meio da tristeza do garimpo surgiu Saraminda. Comprada por Bonfim por 10 quilos de ouro, essa creolé de pele negra, cabelos lisos negros, olhos verdes como esmeralda e seios da cor do ouro foi a vida e a perdição de Bonfim.
Todo livro é uma obra aberta e em Saraminda isso fica explícito ainda mais. Sarney com uma narração fragmentada nos leva a conhecer a história por diferentes pontos de vista, que nem ao menos sabemos se são reais ou imaginários.
Na contracapa do livro, pergunta Carlos Heitor Cony se Saraminda foi uma Capitu que provoca a dúvida justiçada pelo dono de sua carne. Que o leitor decida...
Em Saraminda, Sarney evidencia sua capacidade em reconstituir o período histórico onde transcorre a história: o garimpo do Amapá, quando a região estava em disputa entre Brasil e Guiana Francesa, no final do século XIX. Uma terra onde o ouro brotava no meio da mata hostil e determinava a vida das pessoas. Poucos se fizeram ricos com ele como Cleto Bonfim e Clément Tamba. A maioria, morria pela sede do ouro por sangue, como dizia o capataz de Cleto, Celestino Gouveia.
Mas no meio da tristeza do garimpo surgiu Saraminda. Comprada por Bonfim por 10 quilos de ouro, essa creolé de pele negra, cabelos lisos negros, olhos verdes como esmeralda e seios da cor do ouro foi a vida e a perdição de Bonfim.
Todo livro é uma obra aberta e em Saraminda isso fica explícito ainda mais. Sarney com uma narração fragmentada nos leva a conhecer a história por diferentes pontos de vista, que nem ao menos sabemos se são reais ou imaginários.
Na contracapa do livro, pergunta Carlos Heitor Cony se Saraminda foi uma Capitu que provoca a dúvida justiçada pelo dono de sua carne. Que o leitor decida...
Uma das principais coisas que nao compreendia quando cheguei à San Sebastián era o ritmo da cidade, que insistia em baixar suas "portas" à tarde para almoçar e descansar. Eram, para mim, 2 ou 3 horas perdidas por dia.
Somente agora, quase um mes na Espanha é que começo a entender e, principalmente, a me permitir "desfrutar", ou seja, sair do trabalho às 15h e ir comer com direito a primeiro prato, segundo prato, sobremesa e café. Almoçar sem pressa, conversar e, se fizer bom tempo, sair para algum parques ou para a praia, dar uma volta na orla e ver o bonito que é a natureza. Parar em um banco e ficar simplesmente ali, sentada, observando o movimento das pessoas, o movimento da vida.
Somente agora, quase um mes na Espanha é que começo a entender e, principalmente, a me permitir "desfrutar", ou seja, sair do trabalho às 15h e ir comer com direito a primeiro prato, segundo prato, sobremesa e café. Almoçar sem pressa, conversar e, se fizer bom tempo, sair para algum parques ou para a praia, dar uma volta na orla e ver o bonito que é a natureza. Parar em um banco e ficar simplesmente ali, sentada, observando o movimento das pessoas, o movimento da vida.

Lugares exóticos, seres mitológicos, pessoas com o poder de tornar-se invisíveis, outras que falam e escutam com o “coração”. É assim, num ambiente cheio de mistério e fantasia, que Isabel Allende nos leva a percorrer com seus personagens em “El Reino Del Dragón de Oro”, livro que representa a segunda obra da trilogia iniciada em “La Ciudad de las Bestias”.
De fato, em “El Reino Del Dragón de Oro”, voltam a reunir-se os protagonistas do livro anterior, Alexander Cold, sua avó Kate e a amiga Nadia Santos, que vale lembrar é uma jovem indígena brasileira. Dessa vez, a aventura se desenrola na beleza nua e limpa das montanhas e vales do Himalaya, onde fica o Reino Proibido e seu Dragão de Ouro, que segundo dizem, é um talismã incrustado de pedras preciosas que pode prever o futuro e que mantinha a paz e o equilíbrio da região até então. Até então porque, agora, uma organização criminosa pretende roubar o Dragão de Ouro.
No livro, me mesclam à aventura e à fantasia, a sensibilidade dos ensinamentos budistas, levando os leitores a descobrirem o valor da compaixão, da natureza, da paz, enfim, da vida.
A jornalista e escritora chilena Isabel Allende foi reconhecida mundialmente após o grande sucesso de “La casa de los Espíritus”, livro que inaugurou uma brilhante trajetória literária e que figura como minha obra preferida. Entre outros títulos de sua autoria estão: “De amor y de sombra”, “Eva Luna”, “Cuentos de Eva Luna”, “El Plan Infinito”, “Paula”, “Afrodita”, “Hija de la Fortuna”, “Retrato em Sépia”, “La Ciudad de las Bestias” e “Mi Pais Inventado”.
De fato, em “El Reino Del Dragón de Oro”, voltam a reunir-se os protagonistas do livro anterior, Alexander Cold, sua avó Kate e a amiga Nadia Santos, que vale lembrar é uma jovem indígena brasileira. Dessa vez, a aventura se desenrola na beleza nua e limpa das montanhas e vales do Himalaya, onde fica o Reino Proibido e seu Dragão de Ouro, que segundo dizem, é um talismã incrustado de pedras preciosas que pode prever o futuro e que mantinha a paz e o equilíbrio da região até então. Até então porque, agora, uma organização criminosa pretende roubar o Dragão de Ouro.
No livro, me mesclam à aventura e à fantasia, a sensibilidade dos ensinamentos budistas, levando os leitores a descobrirem o valor da compaixão, da natureza, da paz, enfim, da vida.
A jornalista e escritora chilena Isabel Allende foi reconhecida mundialmente após o grande sucesso de “La casa de los Espíritus”, livro que inaugurou uma brilhante trajetória literária e que figura como minha obra preferida. Entre outros títulos de sua autoria estão: “De amor y de sombra”, “Eva Luna”, “Cuentos de Eva Luna”, “El Plan Infinito”, “Paula”, “Afrodita”, “Hija de la Fortuna”, “Retrato em Sépia”, “La Ciudad de las Bestias” e “Mi Pais Inventado”.
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A Companhia de Transporte Público de San Sebastián oferece aos passageiros a cada mês um livreto com um conto ou crônica, num projeto que eles chamam de “Um livro, uma viagem acompanhada”.
Nesse mês de janeiro, eles distribuíram o conto “Sabor de Malta”, de Francisco M. López Serrano. Com o carnaval mates como fundo, o personagem Oliver Best inicia um processo de auto-destruição, após descobrir que está muito doente devido ao excesso uso de álcool.
Num tom sarcástico, o narrador onisciente, parece não se importar com a vida de Oliver ou com qualquer outra, resultado de ser um espectador há vários séculos do modo desolador de agir humano.
Quem quiser, está no site para impressão. É só conferir aqui.
Nesse mês de janeiro, eles distribuíram o conto “Sabor de Malta”, de Francisco M. López Serrano. Com o carnaval mates como fundo, o personagem Oliver Best inicia um processo de auto-destruição, após descobrir que está muito doente devido ao excesso uso de álcool.
Num tom sarcástico, o narrador onisciente, parece não se importar com a vida de Oliver ou com qualquer outra, resultado de ser um espectador há vários séculos do modo desolador de agir humano.
Quem quiser, está no site para impressão. É só conferir aqui.
Parece que Agatha Christie me fisgou mesmo, no bom sentido, claro... Depois de “É fácil matar”, conclui a leitura de “Um passe de mágica”. Neste livro, coisas estranhas começam a acontecer na mansão de Stonygates que abrigava também um reformatório de jovens infratores.
A personagem Miss Marple vai passar uns tempos por lá para ver como está a amiga de infância, Carrie Louise, e tenta então ajudar a polícia a desvendar o que passa no lugar, pois Carrie quase é envenenada, seu marido sofre um atentado e seu enteado é assassinato...
A história é envolvente e muitos são suspeitos já que a casa vive cheia de gente. Mesmo assim, falta-nos um motivo convincente para todos esses crimes. Isso porque costumamos mirar o que nos parece real e isso nos distrai daquilo que consideramos ilusão, mas que podem muitas vezes nos falar bem mais do verossímil do que conseguimos crer.
A personagem Miss Marple vai passar uns tempos por lá para ver como está a amiga de infância, Carrie Louise, e tenta então ajudar a polícia a desvendar o que passa no lugar, pois Carrie quase é envenenada, seu marido sofre um atentado e seu enteado é assassinato...
A história é envolvente e muitos são suspeitos já que a casa vive cheia de gente. Mesmo assim, falta-nos um motivo convincente para todos esses crimes. Isso porque costumamos mirar o que nos parece real e isso nos distrai daquilo que consideramos ilusão, mas que podem muitas vezes nos falar bem mais do verossímil do que conseguimos crer.
Durante a longa viagem para a Espanha (e não é no sentido figurado), li meu primeiro título de Agatha Christie, “É fácil matar”. Apesar do imenso sucesso da escritora há décadas, sua literatura nunca aguçou minha curiosidade fato que decisivo no fato de nunca tê-la lido.
Mas agora esse tabu foi quebrado. Em “É fácil matar”, o policial Luke Fizwilliam senta-se ao lado de uma senhora no trem com destino a Londres e escuta suas histórias sobre uma possível série de assassinatos que estaria ocorrendo em seu vilarejo. E que ela pretende denunciar a Scotland Yard. No dia seguinte, no entanto, Luke fica sabendo que a senhora morreu atropelada e começa a acreditar que pode haver um serial killer na cidadezinha do interior. Ele vai para lá, claro, para apurar tudo, fazendo-se passar por primo da noiva do homem mais rico da cidade.
Pode parecer uma história previsível, mas o assassino certamente não o é. Você tem que ir até o final para descobrir quem seria capaz de cometer tantos crimes sem deixar suspeitas.
Agatha Christie só não faz mistério quanto ao enredo. Vai direto ao assunto logo na primeira página e daí já começa a aguçar a curiosidade e o instinto investigativo dos leitores. É fácil descobrir o segredo de seu sucesso: uma história construída com rigor e personagens inusitados.
Mas agora esse tabu foi quebrado. Em “É fácil matar”, o policial Luke Fizwilliam senta-se ao lado de uma senhora no trem com destino a Londres e escuta suas histórias sobre uma possível série de assassinatos que estaria ocorrendo em seu vilarejo. E que ela pretende denunciar a Scotland Yard. No dia seguinte, no entanto, Luke fica sabendo que a senhora morreu atropelada e começa a acreditar que pode haver um serial killer na cidadezinha do interior. Ele vai para lá, claro, para apurar tudo, fazendo-se passar por primo da noiva do homem mais rico da cidade.
Pode parecer uma história previsível, mas o assassino certamente não o é. Você tem que ir até o final para descobrir quem seria capaz de cometer tantos crimes sem deixar suspeitas.
Agatha Christie só não faz mistério quanto ao enredo. Vai direto ao assunto logo na primeira página e daí já começa a aguçar a curiosidade e o instinto investigativo dos leitores. É fácil descobrir o segredo de seu sucesso: uma história construída com rigor e personagens inusitados.

Pois que estou morrendo de frio, com fumaça saindo da boca, numa biblioteca utilizando wifi de graça, porque em euros é muito caro pra dar um "hola".







