A todos esses seres meio-divinos, que sejam festejados amanha, 25 de julho, Dia Nacional do Escritor, e lembrados todos os dias, quando alguém ousar abrir um livro e "acender uma luz no espírito" (Pearl Buck).
Depois de pouco mais de um ano, é bom voltar e ver que a cidade manteve sua intensidade e identidade gravados como os ladrinhos das obras de Gaudí.

O que seria mais importante? A história ou saber contá-la. Os dois são importantes, sem dúvida, apesar de que eu acredite que saber contar às vezes, é o que vale mais. Agora imagine quando as duas coisas (uma boa história e um bom narrador) se encontram. É o caso de Gabriel García Márquez. Jornalista por formação, escritor por vocação, esse colombiano encanta o mundo com sua narrativa fácil e envolvente.
García Márquez não faz mistério, não faz rodeios. Diz-nos o que vai acontecer e a partir daí, o leitor, pode descansar da intriga e dedicar-se inteiramente a leitura para descobrir como tudo aconteceu, conhecer cada personagem e refazer aquele dia
Em 2008 conheci Agatha Christie. Até então não havia lido nada da autora britânica. Em parte por falta de oportunidade e em outra por falta de interesse. Afinal, sempre a tive catalogada em meu cérebro em um tipo de literatura que era não exatamente literatura, mas mero entretenimento para mentes vazias. Que engano...
Publicado em 1939, o livro que no original se chama “Ten Little Niggers”, causou polêmica nos Estados Unidos, por conta dos “negrinhos” do título. Por isso, no mercado americano, a obra levou o nome de “And Then There Were None”.
Sua vida pareceu-lhe pouca para seu ímpeto de criar. Tanto que criou outras vidas para seguir criando... Ficou famoso por seus heterônimos, o que foi sua principal característica e motivo de interesse por sua pessoa, aparentemente tão pacata. Os heterônimos mais conhecidos foram Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.
"O poeta é um fingidor
Finge tão completamebte
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente"
"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas."
"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia."

“La Catedral Del Mar”, de Idelfonso Falcones, é um romance histórico ambientado na Catalunya medieval. Um livro que alcançou um êxito tremendo não apenas na Espanha, mas em toda Europa. Antes mesmo de ser lançada, em 2006, a obra já havia sido traduzida para vários idiomas.
Sem dúvida, foi uma grande aposta da editora já que essa era a primeira investida de Falcones no mundo literário. Sem embargo não foi uma aposta no escuro. O livro vem na trilha de sucessos como “Pilares da Terra” e “Mundo sem fim” do britânico Ken Follett. E, claro, de seus leitores ávidos por desbravar seu passado através de apaixonantes histórias recheadas de intrigas e violência. Além disso, apesar de ambientadas em séculos remotos, essas obras falam de sentimentos que são experimentados pelos homens até hoje.
Como obra literária, o livro não é tão excepcional, mas tampouco decepciona. A trama é bem construída e envolvente. O leitor descobre as nuances da época feudal espanhola enquanto acompanha o valor de Arnau Etanyol em buscar sua liberdade. Nasceu servo da terra, mas seu pai, Bernat, fugiu com ele ainda recém-nascido para a cidade de Barcelona, onde segundo a lei, após viver um ano e um dia, seriam considerados cidadãos livres.
Mas as coisas não foram tão simples. Por quantas prisões um homem se encontra encarcerado em sua vida? Arnau foi servo da terra, da nobreza, de suas paixões e até mesmo de seu destino.
“Arnau, yo abandone cuanto tenía para que tu pudieras ser libre – le había dicho su padre no hacía mucho -. Abandoné nuestras tierras, que habían sido propiedad de los Etanyol durante siglos, para que nadie pudiera hacerte a ti lo que me habían hecho a mí, a mi padre y al padre de mi padre..., y ahora volvemos a estar en las mismas, al albur capricho de los que se llaman nobles; pero con una diferencia: podemos negarnos. Hijo, aprende a usar la libertad que tanto esfuerzo nos ha costado alcanzar. Sólo a ti corresponde decidir.
¿De veras podemos negarnos, padre? – Las botas Del soldado volvieron a pasar frente a sus ojos -. No hay libertad con hambre. Vos ya no tenéis hambre, padre. ¿Y vuestra libertad?” (Pág. 183)
Todas as intempéries por as quais passou Arnau foram acompanhadas por sua mãe, a Virgem do Mar, cuja Catedral foi construída durante os 55 anos em que se passa a história. Uma Catedral construída pelo povo e para o povo. Ali, Arnau depositou seu sangue, sua fé e seu trabalho.
“- La gente se arrodilla en el suelo – le dijo también en un susurro señalando a los parroquianos -, pero además están rezando.
- ¿Y qué vas a hacer tu?
- Yo no rezo. Estoy hablando con mi madre. Tú no te arrodillas cuando habla con tu madre, ¿verdad?
Joanet lo miró. No, no lo hacía...
(...)
Arnau a través de la oscuridad, el aire y el titilar de las decenas de velas, observó como los labios de la pequeña figura de piedra se curvaban en una sonrisa.
-¡Joanet!
-¿Qué?
Arnau señaló a
********
FICHA TÉCNICA
Título: La catedral Del Mar
Autor: Idelfonso Falcones
Editora: De Bolsillo
Ano da Publicação: 2008
Primeira Edição: 2006
ISBN: 978-84-8346-619-3
700 páginas

O último herói da Marvel a parar na grande tela é Iron Man, o milionário da indústria de armas Tony Stark vítima de um atentado no Afeganistao, mantido preso e obrigado a montar um míssil. No entanto, Stark resolve utilizar o material bélico facilitadi para criar uma espécie de armadura para fugir do cativeiro.
Como nao poderia deixar de ser, esse episódio - e o agravante de levar em seu coraçao estilhaçoes de uma bomba que podem matá-lo se chegar ao coraçao - mudam a sua vida. Agora, o jovem fútil e rico, o "homem que tem tudo e nao tem nada", se transforma no Homem de Ferro, que segundo suas próprias palavras "tem mais para oferecer ao mundo que criar armas". Um dos sucessivos clichês que encontramos no filme como quando ele pede um cheesburger logo que chega aos Estados Unidos depois de conseguir fugir do cativeiro ou comenta que "eu deveria estar morto. Isso deve ter acontecido por alguma razao!"
Pela necessidade de explicar ao espectador a origem de nosso herói, faz com que a narrativa se torne um pouco lenta em alguns momentos. O melhor do filme, sem dúvida, é o enfrentamento final de nosso herói e seu antagonista. Destaque aos efeitos especiais, muito bem feitos e a armadura do nosso Homem de Ferro, belíssima! O modelo dourado e vermelho foi inspirado no visual atual dos quadrinhos, tal como moldado pelo desenhista Adi Granov.
FICHA TÉCNICA
Título: Homem de Ferro
Gênero: Açao
Diretor: Jon Favreau
ELENCO
Robert Downey Jr - Tony Stark / Iron Man
Terrence Howard - Jim Rhodes
Gwyneth Paltrow - Virginia "Pepper" Potts
Jeff Bridges - Obadiah Stane / Iron Monger
Samuel L. Jackson - Nick Fury

Em tempos de câmeras digitais sendo disparadas sempre e em todo o lugar, foi maravilhoso ir a exposiçao do fotografo israelense Ilan Wolff. Conhecido como artesao da fotografia, esse artista utiliza a antiga técnica da câmera escura para o seu trabalho.
Estao em exposiçao várias obras obtidas através de latas e caixas de sapatos, além do uso de "forças da natureza", sao fotos conseguidas através da utilizaçao dos quatro elementos (água, terra, fogo e ar) em contato com o papel fotográfico. Sao criaçoes puras sem Photoshop ou qualquer tipo de tecnologia.
A exposiçao dedica uma boa parte para fotografias tiradas em sua estada na cidade de San Sebastián. Uma delas, um grande mural de 30 metros por 1,27, que tirou sob a luz da lua no estádio de Anoeta com a ajuda de quarenta voluntários em setembro do ano passado.
Sem dúvida, uma mostra onde a protagonista nao é outra senao a fotografia.
- La humanidad debe vivir en un mundo unido, donde se mezclen las razas, lenguas, costumbres y sueños de todos los hombres. El nacionalismo repugna a la razón. En nada beneficia a los pueblos. Sólo sirve para que en su nombre se comentan los perores abusos."
(Trecho do livro De amor y de sombra, de Isabel Allende)
Paulo Henrique Amorim, em entrevista à Revista Fórum

Dirigido por Francis Lawrence ("Constantine"), "Eu Sou a Lenda" é a terceira adaptação do livro homônimo de Richard Matheson para o cinema. Em 1964, Vincent Price ("Edward Mãos de Tesoura") estrelou "Mortos Que Matam" e, em 1971, Charlton Heston ("Planeta dos Macacos") protagonizou "A Última Esperança da Terra".
O início é empolgante e a trama parece estar bem amarrada, com flashbacks que explicam algumas coisas, vão deixando o espectador curioso por saber o que havia acontecido com a raça humana. No entanto, o enredo não convence. Todos os dias Neville sai para buscar comida nas casas, caçar animais e “alugar” DVDs numa locadora repleta de manequins com os quais ele trava pequenos diálogos.
Além disso, surgem dois personagens do nada, que estavam em um barco de evacuação da cruz vermelha que saiu de São Paulo, em trânsito para a comunidade de sobreviventes de Vermont certos de que Deus tem um plano para todos. Isso mesmo... O diálogo não convence, na verdade, está completamente deslocado, tendo em vista que estamos falando de um mundo pós-apocalíptico e de um cientista...
Isso sem mencionar o final, que por certo não irei contar aqui, mas que é decepcionante com aquelas narrações em off explicando o filme, para caso alguém não tivesse entendido...
Ficha Técnica
Título Original: I Am Legend
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: wwws.br.warnerbros.com/iamlegend
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Direção: Francis Lawrence
Elenco:
Will Smith (Robert Neville)
Alice Braga (Anna)
Salli Richardson (Ginny)
Paradox Pollack (Alpha)
Charlie Tahan (Ethan)
Michael Ciesla (Refugiado
Comecei a leitura de “El niño con el pijama de rayas” no sábado, depois de ouvir várias opiniões favoráveis ao livro. Na verdade, não tinha idéia do que se tratava, mas aqui na Espanha, é um best-seller e diante das circunstancias, fiquei imaginando o que teria esse livro, porque suscita tanta emoção nas pessoas etc.Na história, nosso protagonista tem que mudar-se com sua família para o campo de concentração de Auschwitz. O menino deixa para trás a vida tranqüila em Berlin, em uma casa estupenda, para viver junto a uma cerca do campo de concentração. Da janela de seu quarto, vê muitos homens e crianças com “pijamas listrados”. O que desperta sua curiosidade e o faz explorar o que há do outro lado da cerca, onde conhece um dos meninos com pijama de listras.
Apesar do enredo criativo, o autor não conseguiu me envolver na trama e emocionar-me como outros ao tratar do mesmo tema – “O Diário de Anne Frank” e “A menina que roubava livros”. O que poderia ser uma visão cândida, me parece mais ignorante, já que apesar da pouca idade, é praticamente impossível que o menino seguisse por toda a obra sem dar-se conta do que passava do outro lado do alambrado.
“Seu irmão se aproximou da janela e, enquanto contemplava aquelas centenas de pessoas que andavam e perambulavam distantes, reparou que todos os meninos pequenos, os meninos não tão pequenos, os pais, os avôs, os tios, os homens que viviam nas ruas e que pareciam não ter família, usavam um pijama cinza de listras e um gorro cinza de listras.
- Que curioso, murmurou e se afastou da janela.”
*******************
FICHA TÉCNICA
Título: El niño con el pijama de rayas
Autor: John Boyne
Editora: Salamandra
ISBN: 978-84-9838-079-8
Número de Páginas: 224
Aqui em Donostia/San Sebastián as principais livrarias montaram stands numa as principais praças da cidade e venderam com desconto todos livros. Foi um momento que misturo prazer e dor. A parte boa, claro, era a abundancia de livros a nossa disposição em um único lugar. Já a ruim, era não ter dinheiro para levar todos...
Eu rodei toda a feira para me presentear com apenas dois, mas quero crer que foram bem escolhidos: “La Catedral del Mar”, do escritor catalão Ildefonso Falcones; e o clichê “El amor en los tiempos del Cólera”, de García Márquez.
Eu disse, oportunidade? Ah, foi isso que eu pensei até ler “Zé Miúdo”... Por Deus!!! É Zé Pequeno, porra!
E não conseguir ir mais além...

Ao contrário, nesse mundo mágico com fadas e faunos, a menina, que acredita-se ser uma princesa do mundo subterrâneo que fugiu a muito tempo, terá que vencer três provas para poder regressar a esse mundo mágico.
Na realidade, a jornada empreendida pela menina pode ser comparada, a grosso modo, com a luta dos rebeldes contra o capitão Vidal. São sobreviventes que, apesar de não verem muito além da dor e do desespero e não vislumbrarem uma vitória real, seguem persistindo. Esse núcleo do filme é extremamente humano e conflituoso, que cria no longa um contexto social e histórico muito rico.
Não obstante, o filme sinaliza para alternativas mais esperançosas. Num determinado momento, quando Ofélia está presa em seu quarto, a jovem diz ao fauno que não pode sair, porque “a porta está fechada” e o fauno entregando-lhe um giz mágico lhe responde “pois faça a sua própria porta”. Não faltam, ainda, aquela que se sacrifica pelo inocente, o castigo do vilão e o final feliz da protagonista.


