Os 176 finalistas estao esperando o seu voto, que pode ser efetuado até 26 de novembro próximo.
Sao escolhidos 16 livros, que disputam o prêmio entre si em quatro rodadas. A cada jogodois livros se enfrentam: o vencedor passa para a rodada seguinte, o perdedor está eliminado do campeonato. E cada jogo é decidido por um jurado, que escreve uma resenha para anunciar e justificar sua decisão. Na grande final, todos os jurados votam e elegem o campeão.
Para os que acreditam que a idéia é boa e que o debate pode ser interessante, a Copa está em sua 11ª rodada e se enfrentam "Na Multidao", de Luiz Alfredo Garcia-Roza, e "Maisquememoria", de Marcelo Backes.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
(Texto baseado no poema After a While - 1971, de Veronica Shoffstall)
**** Pode parecer clichê, mas se observarmos bem, a vida é feita de clichês.
A história por trás da história é que Dostoievski escreveu - ou melhor ditou para sua secretária - em um mês o livro “O Jogador”. Não quero que começando assim, o leitor imagine que falamos então de uma obra menor do escritor russo. Não e não. A verdade é que na época, Dostoievski estava escrevendo o clássico “Crime e Castigo”, mas como mortal, tinha um prazo com seu editor e acabou enviando um outro livro, no caso, “O Jogador”. Livro que seguramente ele havia meditando muito antes de transcrever ao papel, pois é uma lúcida e dolorosa reflexão sobre o caráter russo.
No entanto, enquanto a desgraça se abate sobre essa família, Alexei joga compulsivamente na roleta e ganha uma fortuna, que logo perde com a mesma indiferença com que a ganhou.
Apesar de que Dostoievski quis dar protagonismo a paixão pelo jogo, a obra acaba por transcender essa intenção do autor e retrata o caráter russo frente ao francês e ao alemão. O primeiro, o escritor vê como símbolo do cinismo, de um viver de aparências, com uma gentileza mentirosa. Já sobre segundo, ressalta o método alemão de acumulação de riqueza, baseado em virtudes como a honestidade, mas que resumem a vida destes a um mero ciclo de acúmulo de dinheiro. Já os russos... Ah, os russos, são aqueles que não conseguem dominar suas emoções e consequentemente não conseguem mudar seus destinos. São fatalistas e cheios de complexos.
Mesmo assim, Dostoievski não pretende fazer nenhum juízo de valor. Apenas descreve e até os compreende, justificando inclusive suas ações sob a ótica do seu próprio pessimismo quanto à mudança da natureza humana.
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FICHA TÉCNICA
Título: El Jugador
Autor: Fiodor M. Dostoievski
Editora: Akal
ISBN: 844602364-4
Ano de publicaçao: 2006
Página: 185
A obra retrata a vida pacata em uma sociedade rural do século XIX; e conta sobre os iniciais desentendimentos e mais tarde mútua compreensão entre Elizabeth Bennet e Darcy. No entanto, apesar do belo romance entre os personagens, ele não é o tema principal do livro.
Na verdade, a história trata de como as idéias apressadas que construímos uns sobre os outros, acabam por destruir as relações humanas. Não foi por acaso que Austen deu a sua obra o título de Primeiras Impressões, mudado posteriormente para Orgulho e Preconceito, que de alguma forma se relaciona à maneira em que Elizabeth e Darcy se viram pela primeira vez.
Publicado pela primeira vez em 1813, o livro desde o seu lançamento teve uma grande aceitação, convertendo-o em um dos romances mais populares da autora. Resultado talvez de um argumento bem construído e dos diálogos ágeis que atacam os vícios clássicos da sociedade.
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EXTRAS:
E-book (É necessário ter instalado o e-mule para descarregar)
Filme (Última adaptação da obra para o cinema)
(Trecho de O Nome da Rosa, pág. 454)
**** E o que estaria Umberto Eco querendo nos dizer com isso?
Ao que tudo indica, hoje, 29 de setembro, comemoramos o aniversário de Miguel de Cervantes, já que em 1547, ano em que nasceu, a tradiçao mandava dar ao recém-nascido o nome do santo do dia. Assim sendo, celebramos hoje o 461º aniversário de nascimento do autor espanhol.E nao apenas nós. O buscador Google aproveitou a data e hoje em seu site espanhol estampa em sua logomarca um louco sonhador montado em seu cavalo, desafiante frente a um moinho de vento. Uma das imagens mais famosas da literatura universal que hoje ressurge ante milhoes de usuários desse buscador, que ao clicarem na imagem de Don Quijote encontrará 20.500.000 referências associadas ao nome de Miguel de Cervantes.
Nós do Arredor de mim nao poderiamos ficar de fora e comemoramos também, só que ao nosso estilo, que nao poderia ser outro que nao indicando um site onde podemos encontrar as Obras Completas do escritor. Aproveitem e boa leitura!

Apesar de Álvaro Pérez, do El País, ter elogiado ao filme Still Walking, do japonês Kore-Eda Hirokazu e ter escrito claramente: Vao assistir, eu terminei indo ver Trovao Tropical, de Ben Stiller. Porque fiz isso? Por favor, nao vamos começar com perguntas filosóficas cuja discussao nao trará uma resposta satisfatória. A verdade é que me divirto com os longas de Ben Stiller e com Trovao Tropical nao foi diferente. O filme me rendeu quase duas horas de distraçao descomprometida.
Em Trovao Tropical, um grupo de atores está gravando um filmes sobre o resgate de um soldado americano durante a Guerra do Vietna. Clichê? Mais impossivel. Com problemas na gravaçao do longa, o diretor resolve colocar os atores em perigo, numa especie de reality sem eles saibam. Só que nessa regiao da Ásia onde vao gravar existe um conflito verdadeiro, no qual eles se envolvem sem perceber, acreditando que tudo nao passa de ficçao.
Com humor e açao, o filme me fez lembrar de Top Gang. Orçado em U$$ 92,000,000,00, um dos poucos méritos do longa é a reuniao de estrelas como Tom Cruise (que devo dizer, faz uma participaçao impagável), Robert Downey Jr. (Iron Man) e Matthew McConaughey (Tudo por dinheiro).
Em resumo, dá para esperar ser exibido na Tela Quente.


Esteve em San Sebastián no último fim de semana, John Boyne, autor d' O Menino do Pijama Listrado. O escritor irlandês estava para divulgar a adaptaçao de sua obra para a telona, que aqui na Espanha teve a sua pré-estréia durante o Festival de Cinema Internacional de San Sebastián.
Em sua conferência Boyne disse que assistiu o filme pela primeira vez em fevereiro, que de verdade achava a adptaçao boa e que participou ativamente do processo criativo do longa. "Desde o início me preocupei que o filme fosse fiel ao livro, no entanto me importava mais que ele funcionasse como filme em si mesmo", afirmou. "Além de que nao manipulasse as emoçoes dos espectadores, como as vezes é comum no cinema".
Sobre as possiveis reflexoes sobre a cerca que separa os dois meninos na história e os estados de exceçao que existem nos dias atuais, o escritor explicou que, quando escreveu a obra, pensava apenas no holocausto, que possui uma importancia histórica enorme, mas que é normal que o tema sirva de metáfora para outras realidades atuais. O autor se referiu ainda ao conflito irlandês, o qual ele viveu de perto, mas que mesmo assim, esses outros contextos nao estavam em sua mente quando elegeu o tema d'O Menino do Pijama Listrado.
Boyne falou, ainda, da sua surpresa pela repercussao internacional da obra. Admitiu que quando fez o primeiro esboço do livro, sabia que tinha algo grande em maos, realmente poderoso.
A estréia nos cinemas do filme, uma produçao Miramax/Disney, será na Espanha em 26 de setembro.
A verdade é que em um trajeto de 5 km, de uns 11 minutos aproximadamente, o cara cobrou quase 1000 coronas, o que significa quase 50 euros, o que definitivamente nao vou converter em reais, porque seria muito depressivo.
Bem, eu até tentei ter um pensamento positivo de que nao fomos enganados, mas só durou uns 2 minutos, ou seja, o tempo de chegar na recepçao do hotel e ver a placa com as tarifas de táxi e perceber que da estaçao de trem, o taxista cobrou quase 3 vezes mais do valor. Nao sei o que foi pior: descobrir o engano e encarar minha raiva contra mim mesma ou ver a cara do recepcionista de "ó, esses turistas, porque nao ligam para o hotel pedindo um táxi? Querem ser passados pra trás..."
Mas para começar com o pé direito, vou mencionar a graça dos táxis em Barcelona. Olhai, tem coisinha mais fofa no mundo? Eles se tornaram ícone da cidade, meu povo, e isso significa que o quê não falta é souvenir dos táxis: é chaveirinho, é imã de geladeira, é miniatura, é cartão postal... Mas também, desde 1934, eles se distinguem pelas suas cores: são pretos com as portas e capot do porta-malas amarelos.
A idéia é sugerir cinco coisas que você acredite ser melhor do que assistir o horário de propaganda eleitoral gratuita na TV. Pois preparem-se porque ai vai o meu Top 5:
1. Ir para a cama e começar a contar carneirinhos, porque afinal ainda sao 20h30...
2. Organizar a gaveta das meias
3. Catar todo o feijao a ser consumido no mês
4. Procurar no Google por referências de todos os seus colegas de escola
5. Assistir seguidamente à Premoniçao 1, 2 e 3, na tentativa de entender por que de todas aquelas mortes bizarras acontecendo, o povo ainda vai andar naquela montanha-russa assustadora.
Boa sorte pra vocês!!!
Só mais 10 minutos. Sim, 10, porque 5 nao me servem para nada.
Ok, ok. Chinelos, toalha, ducha. Um pouco de base para nao aparecer com a cara tao amassada. Calca jeans, camiseta. Bolsa.
Nada de café, de novo.
Ônibus lotado.
Padaria... Ainda tenho um tempinho. Hummmm... Brioche com chocolate e café com leite.
Já sao 9h! Corre, Manu, corre!
É hora de bater o ponto...
Ah, preciso de férias!
A todos esses seres meio-divinos, que sejam festejados amanha, 25 de julho, Dia Nacional do Escritor, e lembrados todos os dias, quando alguém ousar abrir um livro e "acender uma luz no espírito" (Pearl Buck).



