Ao que tudo indica, hoje, 29 de setembro, comemoramos o aniversário de Miguel de Cervantes, já que em 1547, ano em que nasceu, a tradiçao mandava dar ao recém-nascido o nome do santo do dia. Assim sendo, celebramos hoje o 461º aniversário de nascimento do autor espanhol.E nao apenas nós. O buscador Google aproveitou a data e hoje em seu site espanhol estampa em sua logomarca um louco sonhador montado em seu cavalo, desafiante frente a um moinho de vento. Uma das imagens mais famosas da literatura universal que hoje ressurge ante milhoes de usuários desse buscador, que ao clicarem na imagem de Don Quijote encontrará 20.500.000 referências associadas ao nome de Miguel de Cervantes.
Nós do Arredor de mim nao poderiamos ficar de fora e comemoramos também, só que ao nosso estilo, que nao poderia ser outro que nao indicando um site onde podemos encontrar as Obras Completas do escritor. Aproveitem e boa leitura!

Apesar de Álvaro Pérez, do El País, ter elogiado ao filme Still Walking, do japonês Kore-Eda Hirokazu e ter escrito claramente: Vao assistir, eu terminei indo ver Trovao Tropical, de Ben Stiller. Porque fiz isso? Por favor, nao vamos começar com perguntas filosóficas cuja discussao nao trará uma resposta satisfatória. A verdade é que me divirto com os longas de Ben Stiller e com Trovao Tropical nao foi diferente. O filme me rendeu quase duas horas de distraçao descomprometida.
Em Trovao Tropical, um grupo de atores está gravando um filmes sobre o resgate de um soldado americano durante a Guerra do Vietna. Clichê? Mais impossivel. Com problemas na gravaçao do longa, o diretor resolve colocar os atores em perigo, numa especie de reality sem eles saibam. Só que nessa regiao da Ásia onde vao gravar existe um conflito verdadeiro, no qual eles se envolvem sem perceber, acreditando que tudo nao passa de ficçao.
Com humor e açao, o filme me fez lembrar de Top Gang. Orçado em U$$ 92,000,000,00, um dos poucos méritos do longa é a reuniao de estrelas como Tom Cruise (que devo dizer, faz uma participaçao impagável), Robert Downey Jr. (Iron Man) e Matthew McConaughey (Tudo por dinheiro).
Em resumo, dá para esperar ser exibido na Tela Quente.


Esteve em San Sebastián no último fim de semana, John Boyne, autor d' O Menino do Pijama Listrado. O escritor irlandês estava para divulgar a adaptaçao de sua obra para a telona, que aqui na Espanha teve a sua pré-estréia durante o Festival de Cinema Internacional de San Sebastián.
Em sua conferência Boyne disse que assistiu o filme pela primeira vez em fevereiro, que de verdade achava a adptaçao boa e que participou ativamente do processo criativo do longa. "Desde o início me preocupei que o filme fosse fiel ao livro, no entanto me importava mais que ele funcionasse como filme em si mesmo", afirmou. "Além de que nao manipulasse as emoçoes dos espectadores, como as vezes é comum no cinema".
Sobre as possiveis reflexoes sobre a cerca que separa os dois meninos na história e os estados de exceçao que existem nos dias atuais, o escritor explicou que, quando escreveu a obra, pensava apenas no holocausto, que possui uma importancia histórica enorme, mas que é normal que o tema sirva de metáfora para outras realidades atuais. O autor se referiu ainda ao conflito irlandês, o qual ele viveu de perto, mas que mesmo assim, esses outros contextos nao estavam em sua mente quando elegeu o tema d'O Menino do Pijama Listrado.
Boyne falou, ainda, da sua surpresa pela repercussao internacional da obra. Admitiu que quando fez o primeiro esboço do livro, sabia que tinha algo grande em maos, realmente poderoso.
A estréia nos cinemas do filme, uma produçao Miramax/Disney, será na Espanha em 26 de setembro.
A verdade é que em um trajeto de 5 km, de uns 11 minutos aproximadamente, o cara cobrou quase 1000 coronas, o que significa quase 50 euros, o que definitivamente nao vou converter em reais, porque seria muito depressivo.
Bem, eu até tentei ter um pensamento positivo de que nao fomos enganados, mas só durou uns 2 minutos, ou seja, o tempo de chegar na recepçao do hotel e ver a placa com as tarifas de táxi e perceber que da estaçao de trem, o taxista cobrou quase 3 vezes mais do valor. Nao sei o que foi pior: descobrir o engano e encarar minha raiva contra mim mesma ou ver a cara do recepcionista de "ó, esses turistas, porque nao ligam para o hotel pedindo um táxi? Querem ser passados pra trás..."
Mas para começar com o pé direito, vou mencionar a graça dos táxis em Barcelona. Olhai, tem coisinha mais fofa no mundo? Eles se tornaram ícone da cidade, meu povo, e isso significa que o quê não falta é souvenir dos táxis: é chaveirinho, é imã de geladeira, é miniatura, é cartão postal... Mas também, desde 1934, eles se distinguem pelas suas cores: são pretos com as portas e capot do porta-malas amarelos.
A idéia é sugerir cinco coisas que você acredite ser melhor do que assistir o horário de propaganda eleitoral gratuita na TV. Pois preparem-se porque ai vai o meu Top 5:
1. Ir para a cama e começar a contar carneirinhos, porque afinal ainda sao 20h30...
2. Organizar a gaveta das meias
3. Catar todo o feijao a ser consumido no mês
4. Procurar no Google por referências de todos os seus colegas de escola
5. Assistir seguidamente à Premoniçao 1, 2 e 3, na tentativa de entender por que de todas aquelas mortes bizarras acontecendo, o povo ainda vai andar naquela montanha-russa assustadora.
Boa sorte pra vocês!!!
Só mais 10 minutos. Sim, 10, porque 5 nao me servem para nada.
Ok, ok. Chinelos, toalha, ducha. Um pouco de base para nao aparecer com a cara tao amassada. Calca jeans, camiseta. Bolsa.
Nada de café, de novo.
Ônibus lotado.
Padaria... Ainda tenho um tempinho. Hummmm... Brioche com chocolate e café com leite.
Já sao 9h! Corre, Manu, corre!
É hora de bater o ponto...
Ah, preciso de férias!
A todos esses seres meio-divinos, que sejam festejados amanha, 25 de julho, Dia Nacional do Escritor, e lembrados todos os dias, quando alguém ousar abrir um livro e "acender uma luz no espírito" (Pearl Buck).
Depois de pouco mais de um ano, é bom voltar e ver que a cidade manteve sua intensidade e identidade gravados como os ladrinhos das obras de Gaudí.

O que seria mais importante? A história ou saber contá-la. Os dois são importantes, sem dúvida, apesar de que eu acredite que saber contar às vezes, é o que vale mais. Agora imagine quando as duas coisas (uma boa história e um bom narrador) se encontram. É o caso de Gabriel García Márquez. Jornalista por formação, escritor por vocação, esse colombiano encanta o mundo com sua narrativa fácil e envolvente.
García Márquez não faz mistério, não faz rodeios. Diz-nos o que vai acontecer e a partir daí, o leitor, pode descansar da intriga e dedicar-se inteiramente a leitura para descobrir como tudo aconteceu, conhecer cada personagem e refazer aquele dia
Em 2008 conheci Agatha Christie. Até então não havia lido nada da autora britânica. Em parte por falta de oportunidade e em outra por falta de interesse. Afinal, sempre a tive catalogada em meu cérebro em um tipo de literatura que era não exatamente literatura, mas mero entretenimento para mentes vazias. Que engano...
Publicado em 1939, o livro que no original se chama “Ten Little Niggers”, causou polêmica nos Estados Unidos, por conta dos “negrinhos” do título. Por isso, no mercado americano, a obra levou o nome de “And Then There Were None”.
Sua vida pareceu-lhe pouca para seu ímpeto de criar. Tanto que criou outras vidas para seguir criando... Ficou famoso por seus heterônimos, o que foi sua principal característica e motivo de interesse por sua pessoa, aparentemente tão pacata. Os heterônimos mais conhecidos foram Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.
"O poeta é um fingidor
Finge tão completamebte
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente"
"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas."
"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia."

“La Catedral Del Mar”, de Idelfonso Falcones, é um romance histórico ambientado na Catalunya medieval. Um livro que alcançou um êxito tremendo não apenas na Espanha, mas em toda Europa. Antes mesmo de ser lançada, em 2006, a obra já havia sido traduzida para vários idiomas.
Sem dúvida, foi uma grande aposta da editora já que essa era a primeira investida de Falcones no mundo literário. Sem embargo não foi uma aposta no escuro. O livro vem na trilha de sucessos como “Pilares da Terra” e “Mundo sem fim” do britânico Ken Follett. E, claro, de seus leitores ávidos por desbravar seu passado através de apaixonantes histórias recheadas de intrigas e violência. Além disso, apesar de ambientadas em séculos remotos, essas obras falam de sentimentos que são experimentados pelos homens até hoje.
Como obra literária, o livro não é tão excepcional, mas tampouco decepciona. A trama é bem construída e envolvente. O leitor descobre as nuances da época feudal espanhola enquanto acompanha o valor de Arnau Etanyol em buscar sua liberdade. Nasceu servo da terra, mas seu pai, Bernat, fugiu com ele ainda recém-nascido para a cidade de Barcelona, onde segundo a lei, após viver um ano e um dia, seriam considerados cidadãos livres.
Mas as coisas não foram tão simples. Por quantas prisões um homem se encontra encarcerado em sua vida? Arnau foi servo da terra, da nobreza, de suas paixões e até mesmo de seu destino.
“Arnau, yo abandone cuanto tenía para que tu pudieras ser libre – le había dicho su padre no hacía mucho -. Abandoné nuestras tierras, que habían sido propiedad de los Etanyol durante siglos, para que nadie pudiera hacerte a ti lo que me habían hecho a mí, a mi padre y al padre de mi padre..., y ahora volvemos a estar en las mismas, al albur capricho de los que se llaman nobles; pero con una diferencia: podemos negarnos. Hijo, aprende a usar la libertad que tanto esfuerzo nos ha costado alcanzar. Sólo a ti corresponde decidir.
¿De veras podemos negarnos, padre? – Las botas Del soldado volvieron a pasar frente a sus ojos -. No hay libertad con hambre. Vos ya no tenéis hambre, padre. ¿Y vuestra libertad?” (Pág. 183)
Todas as intempéries por as quais passou Arnau foram acompanhadas por sua mãe, a Virgem do Mar, cuja Catedral foi construída durante os 55 anos em que se passa a história. Uma Catedral construída pelo povo e para o povo. Ali, Arnau depositou seu sangue, sua fé e seu trabalho.
“- La gente se arrodilla en el suelo – le dijo también en un susurro señalando a los parroquianos -, pero además están rezando.
- ¿Y qué vas a hacer tu?
- Yo no rezo. Estoy hablando con mi madre. Tú no te arrodillas cuando habla con tu madre, ¿verdad?
Joanet lo miró. No, no lo hacía...
(...)
Arnau a través de la oscuridad, el aire y el titilar de las decenas de velas, observó como los labios de la pequeña figura de piedra se curvaban en una sonrisa.
-¡Joanet!
-¿Qué?
Arnau señaló a
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FICHA TÉCNICA
Título: La catedral Del Mar
Autor: Idelfonso Falcones
Editora: De Bolsillo
Ano da Publicação: 2008
Primeira Edição: 2006
ISBN: 978-84-8346-619-3
700 páginas

O último herói da Marvel a parar na grande tela é Iron Man, o milionário da indústria de armas Tony Stark vítima de um atentado no Afeganistao, mantido preso e obrigado a montar um míssil. No entanto, Stark resolve utilizar o material bélico facilitadi para criar uma espécie de armadura para fugir do cativeiro.
Como nao poderia deixar de ser, esse episódio - e o agravante de levar em seu coraçao estilhaçoes de uma bomba que podem matá-lo se chegar ao coraçao - mudam a sua vida. Agora, o jovem fútil e rico, o "homem que tem tudo e nao tem nada", se transforma no Homem de Ferro, que segundo suas próprias palavras "tem mais para oferecer ao mundo que criar armas". Um dos sucessivos clichês que encontramos no filme como quando ele pede um cheesburger logo que chega aos Estados Unidos depois de conseguir fugir do cativeiro ou comenta que "eu deveria estar morto. Isso deve ter acontecido por alguma razao!"
Pela necessidade de explicar ao espectador a origem de nosso herói, faz com que a narrativa se torne um pouco lenta em alguns momentos. O melhor do filme, sem dúvida, é o enfrentamento final de nosso herói e seu antagonista. Destaque aos efeitos especiais, muito bem feitos e a armadura do nosso Homem de Ferro, belíssima! O modelo dourado e vermelho foi inspirado no visual atual dos quadrinhos, tal como moldado pelo desenhista Adi Granov.
FICHA TÉCNICA
Título: Homem de Ferro
Gênero: Açao
Diretor: Jon Favreau
ELENCO
Robert Downey Jr - Tony Stark / Iron Man
Terrence Howard - Jim Rhodes
Gwyneth Paltrow - Virginia "Pepper" Potts
Jeff Bridges - Obadiah Stane / Iron Monger
Samuel L. Jackson - Nick Fury




